O Amor e Um Mundo Melhor

Live love laugh

SE é uma palavrinha feia, chata, inconveniente, que volta e meia ouço nos processos de Coaching. Eu mesma já a pronunciei em vários momentos da minha vida. Mas agora eu tô mais PRESENTE, mais CONSCIENTE e mais AMORosa, e o SE já quase nem faz parte dos meus dias.

Infelizmente o SE condiciona nossas ações e, consequentemente, os resultados, tirando as rédeas da nossa vida. É um balde de água fria na nossa genuína FELICIDADE. Nascemos sem o SE, mas ao longo da vida, ouvimos diversas vezes: se você passar de ano, o Papai Noel vai trazer presente; se obedecer a mamãe, vai ganhar sorvete; se não brigar com o irmão; se respeitar a professora; se não puxar o rabo do gato…

Eric Berne, psiquiatra norte-americano, foi meio moderninho lá por volta de 1945, ao fazer a anamnese dos seus pacientes através de um método mais simples do que o convencional para os padrões da época (apenas 2 perguntas). Ele também valorizava a imagem intuitiva que fazia dos seus pacientes e com isso, iniciou um rigoroso estudo sobre a INTUIÇÃO. Em 1958, Berne cria a Análise Transacional (AT), um método psicológico que analisa os Estados de Ego (Pai, Adulto e Criança), cada qual com seu conjunto de pensamentos, sentimentos e comportamentos com os quais interagimos com outras pessoas. Estar consciente em qual estado de ego estamos (porque esses estados de ego podem variar no decorrer do dia, principalmente quando não estamos presentes no presente) nos ajuda a comunicar e agir de forma mais assertiva e, porque não dizer, mais HUMANA.

O sonho de consumo das interações humanas é que todos estejamos no estado de ego Adulto (nem Pai nem Criança, nem opressor ou crítico, nem rebelde ou livre demais). Mas e os SEs e outras cositas mais que todos trazemos? Pois então… Berne dizia: “todos nós nascemos príncipes e princesas, mas às vezes nossa infância nos transforma em sapos“. É uma filosofia positiva e de confiança na capacidade que todos nós temos de resgatar a nossa essência. Daí surge a Teoria da Okeidade: todos nós nascemos bem, todos nós nascemos OK.

Outra palavrinha ‘fia da mãe’ é o QUANDO. Quando eu tiver isso; quando eu assumir o cargo tal; quando chegar as férias… Condicionamos nosso PRAZER e felicidade à chegada de algo, de alguém, do amanhã. Vivemos no futuro, desvalorizando a MAGIA e a BENÇÃO que é o PRESENTE.

O AUTOCONHECIMENTO é um caminho poderoso para nos ajudar a resgatar o nosso OK e a viver com maestria o PRESENTE. Também nos ajuda no exercício de olhar para o outro e saber que ele também tem seus SEs, seus QUANDOs e sentir uma profunda COMPAIXÃO. E quando isso acontece, AMAMOS. Amamos a nós mesmos e ao próximo. Tudo se TRANSFORMA! Tudinho!

Pode não ter gosto de brigadeiro nem doce de leite, olhar parar dentro de si e enxergar algumas caquinhas. Mas tem gosto DIVINO ter  a CONSCIÊNCIA de quem SOMOS, tem gosto divino a consciência de que podemos RENASCER todos os dias, tem gosto divino a consciência da nossa capacidade infinita de AMAR.  Acredito e vivo esse lema: O AMOR E UM MUNDO MELHOR. É esse lema que me inspira, que me faz sorrir marotamente, despretensiosamente, e que me move para transformar o mundo. Bora juntos?!

MF, 17.02.17

Tempo, Felicidade, Consciência!

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Fiquei olhando para o registro das nossas peraltices e pensei sobre qual seria a legenda da foto. Resolvi escrever mais do que uma legenda…

Poderia contar que tenho um irmão gatinho, que ele também é marrento, questionador, ciumento… Gabriel e eu temos 23 anos de vida de diferença e decidi escrever sobre o “tempo”.

23 anos é muito tempo? 2 dias é pouco tempo? Depende! “Tempo é uma unidade relativa das coisas que cria no ser humano a ideia de presente, passado e futuro.” Mas se o ontem já passou e o amanhã ainda não chegou, qual deve ser o nosso foco? Resposta: hoje, aqui e agora! Se liguem nessa parada! Aqui e agora é um presente, viva-o com toda a abundância, com toda a entrega possível!

Muitos de nós condicionamos a felicidade ao atingimento de algo no futuro. Como coach, conduzo processos de desenvolvimento com metas e prazos. Mas e daí, Magda, como focar no presente se tenho algo a atingir lá na frente e minha mente me leva até lá? Aí é que está o pulo do gato!! O TEMPO é uma unidade relativa, e a FELICIDADE é um estado de espírito que precisa ser vivenciado no aqui e agora, nem no passado e nem no futuro. Como fazer?

Sabe aqueles bênçãos/alegrias diárias que muitas vezes passam despercebidas? Valorize-as, perceba-as, sinta-as. Tomar água, sentir o sol, sentir a chuva, o cheiro de uma flor, do orvalho, a brisa no rosto, o olhar de uma criança, dar um abraço, receber um abraço…

Por motivos diversos, inclusive o de sentir o sol na pele, tenho procurado ir trabalhar a pé em alguns dias da semana. Considero importante me dar essa oportunidade: a de contemplar a vida (em todas as suas formas) todos os dias dessa existência. Observo as pessoas, a natureza, conheço novos lugares. Como tem acontecido no início desse ano aqui em Curitiba, o sol aparece no meio da manhã e fica até o meio da tarde quando cai a chuva. Esses dias a chuva e eu nos encontramos, e eu me entreguei! Lembrei do meu irmão, quando ainda era um “toco” de gente e descobriu a língua e que podia tomar a água da chuva. Fiz o mesmo! Sente a cena: eu, adulta “responsável”, mochila nas costas, braços abertos, cabeça pra trás, boca aberta brincando de acertar e beber a maior quantidade de pingos de chuva possível. Ao mesmo tempo sentia cócegas nos pés por estar com os calçados encharcados. Cheguei em casa fisicamente cansada, mas minha alma estava saltitante tamanha era a minha felicidade. Somado a isso, ao chegar em casa, recebi uma musiquinha que dizia “dançar na chuva quando a chuva vem… quando chover deixar molhar…”. Lindo presente do Universo, né?

Há meses quero mudar para uma casa, ela já existe em minha mente, mas ainda não foi possível. Imaginem se eu condicionasse a minha felicidade à mudança para uma casa? Sei que acontecerá no momento certo e isso também me faz feliz.

Não esperei o Gabriel juntar-se à minha vida para ser feliz. Sua chegada tornou a minha vida MAIS feliz. Ter consciência do que sentimos no aqui e agora, e desapegar da matéria é uma filosofia de vida que sigo e convido você a fazer o mesmo. Hoje! Já! Eu chamo de filosofia de vida, mas você pode dar o nome que quiser. Acaba refletindo em meu comportamento, em como eu enxergo e atuo na vida e, consequentemente, contribuindo para a minha vitalidade e felicidade. Estou certa que vivendo assim, eu crio um mundo melhor. Vamos juntos!

Com amor e gratidão,

MF, 08.01.2017.

Um Café, Chuva, Sol, Pessoas, Vida… Gratidão!

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Era uma segunda-feira, pouco antes das 15h30, horário combinado com um amigo para um bate papo num simpático café da cidade. Coincidentemente, ele também chegou antes. Ironicamente, conseguimos nos desencontrar já dentro do café…

Enquanto o esperava, considerando que algum motivo o fizera atrasar, fiquei contemplando a paisagem urbana do outono curitibano. Em 15 minutos, fez sol, o céu acinzentou, choveu, voltou a fazer sol. Comecei a fazer os cálculos do mês. De repente, uma voz interna: Magda, você não lida mais com orçamento corporativo, desapega! Ainda seguindo um raciocínio inconsciente, lembrei dos esforços (energia e grana) que estão sendo investidos em um novo caminho profissional e considerei oportuno voltar a contemplar a paisagem e observar as pessoas – minha razão de estudo e foco de trabalho há alguns meses.

Algumas corriam da chuva, outras se divertiam, outras pareciam estar indiferentes. Indiferentes ao clima, ao horário, a estação do ano, enfim, provavelmente estavam preocupadas com a sua lista de atividades diárias. Se existe amanhã, se existe guerra civil, vacina gratuita ou inúmeros tons de verde na natureza, parecia não fazer diferença para elas. Reparei também em alguns pássaros e animais de estimação que compunham o cenário. Fiquei me imaginando contar sobre minha “contemplação vespertina” de segunda-feira à minha mãe. Embora seja uma mãe excepcional, voluntária incansável e considerada antenada para a sua geração, possivelmente questionaria se eu estava de folga, adoentada ou se tinha acertado na loto; fui criada para trabalhar duro, mais veloz que o compasso do coração, do raiar ao pôr do sol.  Levaria algumas horas explicando que estou estudando o comportamento das pessoas, o que as motiva, o que as faz acreditar no amanhã, o que as faz somar sua vida à de outra pessoa (algumas ainda dividem), como querem ser reconhecidas, sua missão de vida, o pensam sobre felicidade, qual o significado de paz, o que faz sentido em suas vidas, o que as diferencia, se acreditam no amor como fonte para um mundo melhor e, sendo coach, como posso ajuda-las.

Retornei ao café…, o bate papo, as novidades, as realizações, os cursos, os aprendizados, os sorrisos, as parcerias. Lembrei do desencontro que antecedeu ao encontro…  Se com as melhores das intenções, conseguimos errar e desencontrar, imagina se permitirmos ser absorvidos pela rotina desenfreada, deixando nossa vida seguir no piloto automático?

Uma gratidão imensa por escolher contemplar a vida, por me permitir viver e não apenas sobreviver, pelos desencontros e reencontros, pelas quedas e voos livres, por poder ver as diferentes cores do céu, por sentir a chuva e também o calor do sol. Pelas pessoas que cruzam o meu caminhar e, de alguma forma, me ensinam algo. Não existe alegria, sem passar pela tristeza, mas essa tristeza pode ser menos cinza se estivermos conectados com o nosso Eu Interior e presentes no aqui e agora, ainda que a vida nos presenteie de forma diferente do que esperamos.

MF, 07/06/2016.