Ser Transformadora

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Existem muitos níveis de impacto e contribuição que treinadores, professores e educadores proporcionam aos seus alunos. Alguns ensinam conhecimento, e este conhecimento pode transformar mentes. Alguns emocionam e ensinam humanidade através de seu coração, e assim tocam o coração dos alunos. Alguns ainda transmitem força, perseverança e uma mensagem de “você pode!”.

 

E há também aqueles que tocam almas, aqueles corajosos (agem com o coração, do francês coeur = coração, age = ação) que ensinam porque o fazem conectados às suas missões de vida e visões de um mundo melhor. Estes, podem ser tímidos, mas não se intimidam. Podem ser discretos, mas são transgressores. Podem ser pequenos, mas sentem grande. Podem parecer equilibrados, mas experienciam os extremos das emoções. Esses entregam-se de tal forma, que antes de compartilhar com o mundo, sentem e experienciam tudo, sem direito a escolhas do que conseguem ou não suportar. Vivem com uma certeza: o amor  cura e faz o mundo melhor.

 

Li há algum tempo que não podemos levar os outros a caminhos que ainda não passamos. E esse tem sido o maior desafio na arte de ensinar e transformar vidas. Estou certa de que, em algum momento da vida (dessa ou de vida passada), houve um pacto: aceito essa missão e, para tanto, que eu mesma seja o meu principal objeto de estudo, custe a dor que custar. E então se cumpre a magia: a própria vida torna-se o campo de estudo. Quando você acredita que gerencia com maestria as suas emoções, quando você acredita que tem “escuta atenta”, quando você acredita que age com empatia, quando você acredita que já vivenciou todos os gatilhos que disparam a dor, a vida sabiamente lhe dá a oportunidade de aprender um pouco mais. Um cala boca no seu ego, sensação de maremoto, com direito a ressaca daquelas… Chega a ficar difícil reconhecer a centelha divina que nos habita desde sempre. Mas se tem algo que funciona muito bem em todos os momentos e na turbulência a gente tem que se agarrar nele, é a fé! Aquele sentimento de “não sei o que tá acontecendo, não tem explicação, mas tá tudo certo!”. E, mais uma vez, a magia acontece: há a companhia dos transgressores, dos grandes, dos desequilibrados e corajosos. Os anjos que se dispõem a compartilhar do mesmo aprendizado e cura.

 

Diz Ram Dass, “não podemos saber sabedoria… não posso saber sobre estar molhado sem ter estado molhado”. A sabedoria é mais do que uma questão de saber, é uma questão de sentir e mais do que isso, de ser. Não posso ensinar sobre se secar, se nunca me molhei. Por aí…

 

Finalizo com um pensamento, que oportunamente reli esses dias: “Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os que são peças redondas nos buracos quadrados. Os que veem as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras. E eles não têm nenhum respeito pelo status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou difamá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles empurram a raça humana para frente. Enquanto alguns os veem como loucos, nós vemos gênios. Porque as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo são as que, de fato, mudam.”(Apple)

 

Para quem está ao meu lado, para os meus amigos, para os meus coachees e para os meus alunos, o meu amor e gratidão.

MF, 30/09/2018 em Pato Branco, PR.