Tempo, Felicidade, Consciência!

magda_gabriel

Fiquei olhando para o registro das nossas peraltices e pensei sobre qual seria a legenda da foto. Resolvi escrever mais do que uma legenda…

Poderia contar que tenho um irmão gatinho, que ele também é marrento, questionador, ciumento… Gabriel e eu temos 23 anos de vida de diferença e decidi escrever sobre o “tempo”.

23 anos é muito tempo? 2 dias é pouco tempo? Depende! “Tempo é uma unidade relativa das coisas que cria no ser humano a ideia de presente, passado e futuro.” Mas se o ontem já passou e o amanhã ainda não chegou, qual deve ser o nosso foco? Resposta: hoje, aqui e agora! Se liguem nessa parada! Aqui e agora é um presente, viva-o com toda a abundância, com toda a entrega possível!

Muitos de nós condicionamos a felicidade ao atingimento de algo no futuro. Como coach, conduzo processos de desenvolvimento com metas e prazos. Mas e daí, Magda, como focar no presente se tenho algo a atingir lá na frente e minha mente me leva até lá? Aí é que está o pulo do gato!! O TEMPO é uma unidade relativa, e a FELICIDADE é um estado de espírito que precisa ser vivenciado no aqui e agora, nem no passado e nem no futuro. Como fazer?

Sabe aqueles bênçãos/alegrias diárias que muitas vezes passam despercebidas? Valorize-as, perceba-as, sinta-as. Tomar água, sentir o sol, sentir a chuva, o cheiro de uma flor, do orvalho, a brisa no rosto, o olhar de uma criança, dar um abraço, receber um abraço…

Por motivos diversos, inclusive o de sentir o sol na pele, tenho procurado ir trabalhar a pé em alguns dias da semana. Considero importante me dar essa oportunidade: a de contemplar a vida (em todas as suas formas) todos os dias dessa existência. Observo as pessoas, a natureza, conheço novos lugares. Como tem acontecido no início desse ano aqui em Curitiba, o sol aparece no meio da manhã e fica até o meio da tarde quando cai a chuva. Esses dias a chuva e eu nos encontramos, e eu me entreguei! Lembrei do meu irmão, quando ainda era um “toco” de gente e descobriu a língua e que podia tomar a água da chuva. Fiz o mesmo! Sente a cena: eu, adulta “responsável”, mochila nas costas, braços abertos, cabeça pra trás, boca aberta brincando de acertar e beber a maior quantidade de pingos de chuva possível. Ao mesmo tempo sentia cócegas nos pés por estar com os calçados encharcados. Cheguei em casa fisicamente cansada, mas minha alma estava saltitante tamanha era a minha felicidade. Somado a isso, ao chegar em casa, recebi uma musiquinha que dizia “dançar na chuva quando a chuva vem… quando chover deixar molhar…”. Lindo presente do Universo, né?

Há meses quero mudar para uma casa, ela já existe em minha mente, mas ainda não foi possível. Imaginem se eu condicionasse a minha felicidade à mudança para uma casa? Sei que acontecerá no momento certo e isso também me faz feliz.

Não esperei o Gabriel juntar-se à minha vida para ser feliz. Sua chegada tornou a minha vida MAIS feliz. Ter consciência do que sentimos no aqui e agora, e desapegar da matéria é uma filosofia de vida que sigo e convido você a fazer o mesmo. Hoje! Já! Eu chamo de filosofia de vida, mas você pode dar o nome que quiser. Acaba refletindo em meu comportamento, em como eu enxergo e atuo na vida e, consequentemente, contribuindo para a minha vitalidade e felicidade. Estou certa que vivendo assim, eu crio um mundo melhor. Vamos juntos!

Com amor e gratidão,

MF, 08.01.2017.

Sonhos são realizados todos os dias!

IMG_20160817_003324_resized

 

Eu tinha um sonho. Eu tenho um sonho.

Eu tinha vários sonhos. Eu tenho vários sonhos.

Durante anos acreditei que sonhos eram difíceis de realizar, eram praticamente inalcançáveis. Assim como os milagres… Em função disso, sonhos e milagres, por um período (felizmente curto), passaram a não me transmitir prazer algum de tão difíceis que eram.

Felizmente a vida me presenteou com uma sabia amiga que costumava dizer: “milagres acontecem todos os dias, sonhos são realizados todos os dias, repare…” Foi então, que mudei meu conceito de sonho e milagre. Passei a valorizar as pequenas coisas,  singelas atitudes, fatos cotidianos…  Beirando a ingenuidade, um novo jeito de ver a vida. O meu jeito e que me faz muito bem. Passei a ver os milagres e realizar meus sonhos. A vida passou a ter mais cores e prazer.
Eu sempre quis ter uma boneca de pano, daquelas fofuchas, com cabelos para pentear… Dei-me uma! To feliz da minha vida! Realizei um sonho!

MF, 16.08.2016

Um Café, Chuva, Sol, Pessoas, Vida… Gratidão!

1459771_10152080675809809_894108476_n

Era uma segunda-feira, pouco antes das 15h30, horário combinado com um amigo para um bate papo num simpático café da cidade. Coincidentemente, ele também chegou antes. Ironicamente, conseguimos nos desencontrar já dentro do café…

Enquanto o esperava, considerando que algum motivo o fizera atrasar, fiquei contemplando a paisagem urbana do outono curitibano. Em 15 minutos, fez sol, o céu acinzentou, choveu, voltou a fazer sol. Comecei a fazer os cálculos do mês. De repente, uma voz interna: Magda, você não lida mais com orçamento corporativo, desapega! Ainda seguindo um raciocínio inconsciente, lembrei dos esforços (energia e grana) que estão sendo investidos em um novo caminho profissional e considerei oportuno voltar a contemplar a paisagem e observar as pessoas – minha razão de estudo e foco de trabalho há alguns meses.

Algumas corriam da chuva, outras se divertiam, outras pareciam estar indiferentes. Indiferentes ao clima, ao horário, a estação do ano, enfim, provavelmente estavam preocupadas com a sua lista de atividades diárias. Se existe amanhã, se existe guerra civil, vacina gratuita ou inúmeros tons de verde na natureza, parecia não fazer diferença para elas. Reparei também em alguns pássaros e animais de estimação que compunham o cenário. Fiquei me imaginando contar sobre minha “contemplação vespertina” de segunda-feira à minha mãe. Embora seja uma mãe excepcional, voluntária incansável e considerada antenada para a sua geração, possivelmente questionaria se eu estava de folga, adoentada ou se tinha acertado na loto; fui criada para trabalhar duro, mais veloz que o compasso do coração, do raiar ao pôr do sol.  Levaria algumas horas explicando que estou estudando o comportamento das pessoas, o que as motiva, o que as faz acreditar no amanhã, o que as faz somar sua vida à de outra pessoa (algumas ainda dividem), como querem ser reconhecidas, sua missão de vida, o pensam sobre felicidade, qual o significado de paz, o que faz sentido em suas vidas, o que as diferencia, se acreditam no amor como fonte para um mundo melhor e, sendo coach, como posso ajuda-las.

Retornei ao café…, o bate papo, as novidades, as realizações, os cursos, os aprendizados, os sorrisos, as parcerias. Lembrei do desencontro que antecedeu ao encontro…  Se com as melhores das intenções, conseguimos errar e desencontrar, imagina se permitirmos ser absorvidos pela rotina desenfreada, deixando nossa vida seguir no piloto automático?

Uma gratidão imensa por escolher contemplar a vida, por me permitir viver e não apenas sobreviver, pelos desencontros e reencontros, pelas quedas e voos livres, por poder ver as diferentes cores do céu, por sentir a chuva e também o calor do sol. Pelas pessoas que cruzam o meu caminhar e, de alguma forma, me ensinam algo. Não existe alegria, sem passar pela tristeza, mas essa tristeza pode ser menos cinza se estivermos conectados com o nosso Eu Interior e presentes no aqui e agora, ainda que a vida nos presenteie de forma diferente do que esperamos.

MF, 07/06/2016.

Reconhecer-se causa sorrisos!

Screenshot_2016-02-26-00-43-45-1-1.png

Esses dias eu senti o chão mexer… a tela do notebook “correu” aos meus olhos… Achei que era o excesso de leitura e a falta dos óculos… Fui busca-los e não consegui chegar até eles…

Contrariando os modelos tradicionais e os quais eu sempre segui, resolvi fazer diferente. Ao invés de agendar para o mais breve possível uma consulta, fui buscar dentro de mim possíveis respostas para tal mal-estar.

Longe de mim ser rebelde, mas me dar esse tempo faz parte de algo que eu venho buscando há anos. Não fazia sentido eu negligenciar o tempo que lutei para conseguir e para poder olhar pra mim com o merecido cuidado. Não fazia sentido eu desprezar a oportunidade de ampliar o autoconhecimento e, quem sabe, exercitar a auto cura. Porque eu acredito que parte dela (uma grande parte) – da cura –  está dentro da gente.

Semelhante ao feito durante a anamnese, fui analisando os acontecimentos dos últimos meses. Tudo mudou! A resposta estava óbvia: mudar mexe com o chão da gente. Mexe com a nossa segurança, coloca em teste se damos conta de colocar em prática aquilo que lá no fundo o coração da gente um dia quis e desejou, e o que mentalizamos e o Universo se encarregou de materializar. Muitos questionamentos compuseram a minha anamnese: aquela segurança da minha fase “anterior” era segura mesmo? Eu estava me sabotando? Eu era valorizada? Eu me valorizava? Eu aprendia mais ou ensinava mais? Ou nenhum dos dois? Era cômodo? Eu podia voar? E a questão mais intrigante: Eu era feliz?

Injusto dizer que eu era infeliz. Injusto dizer que eu não aprendia. Justo dizer que eu estava desconfortável. Porque no fundo eu desejava fazer diferente e sentia uma certa culpa por querer mudar tendo a consciência de que muita gente gostaria de ocupar o meu lugar. Muita gente desconhecia o preço…. Enfim, eu pagava o preço e, de certa forma, paga-lo fazia eu me sentir competente e poderosa. Danado de ego! Aos poucos fui tendo mais respostas e dar o devido tempo para refletir sobre elas, tem me ajudado a pisar com mais segurança mesmo que o chão seja incerto. Sigo firme em solo instável, porém fértil. Há espaço para todos.

Reconhecer que tenho limitações, reconhecer que necessitar de ajuda faz parte do jogo, assim como oferecer ajuda, relembrar que as respostas e a cura estão dentro de mim, deixar pra trás tudo e todos que são fake e reforçar minhas qualificações são passos importantes nesse caminhar. Ter as rédeas da minha vida em minhas mãos é sensacional, estar na direção da vida é demais! Dá frio na barriga, dá trabalho, dá preguiça, dá tontura. Também dá vontade de sorrir mais. Causa prazer. Aumenta a felicidade. Vale à pena. Vale mesmo!

MF, 28/02/2016.

 

E nasceu o blog! Sejam bem vindos!

namaste1

Escrevo há anos, mas não tinha apoio para divulgar, nem mesmo quem se dispusesse a ler meus textos… Primeira lição aprendida: o apoio é importante, mas não deve ser a força motriz para o primeiro passo.

Na sequencia, uma revisão pessoal enorme, transformação de dentro pra fora, cheia de alegrias, descobertas, dores, e mais aprendizado. Compondo o cenário, sentimentos de tristeza e decepção decorrentes do fim de um casamento. Durante todo esse período, a escrita sempre foi minha companheira. Era uma forma de exteriorizar tudo o que estava sentindo e vivenciando. Em alguns momentos, como uma autoajuda, um auto convencimento de que, se eu conseguia escrever, conseguiria também “dar a volta por cima”. Eu me contagiava de mim mesma, da minha fé, da minha espiritualidade e da minha sede por uma vida nova. Da mesma forma, uma distração, porque em período de recomeço e descobertas, faz parte pagar alguns micos e passar alguns apuros… Ulala… Outro aprendizado: mesmo os momentos ruins tem o lado bom e, com certo esforço, pode ser cômico. Como beijar e tentar abraçar as paredes do seu novo apartamento (vaziozinho, sem uma almofada sequer e com lâmpadas apenas em alguns cômodos) e depois bailar sozinha por ele, cantarolando, brindando a liberdade. Libertei-me do que eu permitia não me fazer bem.

Então vieram as redes sociais (porque minhas escritas são anteriores ao falecido Orkut e ao facebook) e naturalmente eu postava algumas coisas. Misturava trechos de livros que eu estava adorando ler com algumas coisas de autoria própria. Para minha surpresa e imensa alegria, comecei a ter retorno. Alguns escreviam inbox, alguns comentavam pessoalmente quando me encontravam, alguns comentavam no próprio post. Era um movimento muito gostoso e me proporcionava enorme prazer.

Continuando o processo de revisão pessoal (audácia dizer evolução?), que não páro e considero saudável nunca parar, uma vontade enorme de escrever não apenas expondo sentimentos e provocando reflexões, mas textos, pensamentos e poemas que contribuam para um mundo melhor, mais feliz, mais digno, mais humano. Como uma corrente do bem, uma corrente do amor! Parece utópico, talvez seja talvez não. Na verdade, acho que sou uma pessoa utópica. Outro dia escrevo mais sobre meus desejos e sonhos fantasiosos.

Voltemos à vontade de escrever, esses dias me rendi (esses dias mesmo, pois não chega a fazer 2 meses), dobrei os joelhos e roguei: “Senhor, eu tenho um plano pra nós, farei a minha parte e gostaria da sua ajuda. Tenho o propósito de contribuir para a transformação do mundo através da minha escrita, porém não sei por onde começar, nem qual caminho seguir para chegar até esse propósito, me dá uma luz?” Minha conversa com Deus durou horas, uma vez que os outros dois pedidos eram também muito importantes e tão complexos quanto (rs). Sabia que a resposta Dele viria através de pessoas e sinais/mensagens, bastava que eu tivesse sensibilidade para captá-los. Fazendo a minha parte no pacto efetuado, me inscrevi em alguns cursos de comunicação e, por recomendação, comecei a estudar os blogs. Fuçando na internet, fui parar no blog de uma catarinense (tinha que ser!) que comentava sobre seu desejo de escrever um livro, que seu sonho era contribuir para um mundo melhor e que naqueles dias havia sido contatada pela editora que sonhava publicar. Naquele momento, algumas coisas vieram à minha mente: não estou sozinha; meu propósito não é tão utópico assim; recebi um sinal! Sinal de que estava no caminho certo.

Alguns dias depois, uma amiga* me procurou dizendo que tinha acabado de ler um dos meus textos e questionou se eu gostaria de fazer parte de um livro. Em caso positivo, que eu enviasse alguns textos para passar por uma aprovação. Escolhi alguns, enviei e naquela noite, uma nova conversa: “Papai do Céu, tamo junto, né? Firmes na parceria? Se for bom para mim e todos os envolvidos, peço que aceite e abençoe o meu pedido. Entrego em Tuas mãos…” Adormeci conversando. Acordei, sem despertador, um pouco mais cedo que o habitual e sentindo uma paz não comum para o meio da semana. Uma certeza na alma: eu havia sido embalada por Deus.

Hoje, 14.10.14, inauguro meu blog. Mês que vem, o lançamento do livro. Começo a acreditar que não sou tão utópica assim.

O título, não definido por mim, do livro que farei parte? Anjos e Arcanjos. Não acredito em coincidências…

Alguém duvida que meus outros 2 pedidos serão atendidos?

Sejam muito bem vindos!

Meu amor e gratidão a todos,

Magda

Agradecimentos especiais: Deus, meus pais, meu irmão, Adriana Izabel Fiorese (comentarista assídua), Aline Castro (referência profissional), Ana Claudia Vieira (terapeuta, apresentou e viajou comigo pelo fantástico mundo do Brainspotting), Andre Buckeridge (fez o primeiro comentário), André Pinheiro (fez o segundo comentário), Andrea Juste Passos (sempre disposta a me fazer sorrir), Anna Maranhão (apresentou à terapia), Beatriz Paslar (amigona, afilhada e minha torcedora fanática), Carol Zani (minha referencia profissional, ainda que ela não tenha a menor ideia disso), Cassia Nunes (prima e reikiana preferida), Claudia Luiza Banzer (parceira, guerreira e transcendental feito eu), Dri Gonçalves (comentarista assídua), Elaine (promovendo muitas curas com a apometria), Ely Dolores Martini (parceiraça dos tombos, risos e saltos), Elziane Cazurra (irmã de alma e mestra em chás), Gislayne Muraro Guimarães (acreditando e apostando em mim todos os momentos),*Katia Velo (madrinha desse blog, abrindo portas para esse mundo novo), Jaqueline Miranda (irmã de alma e palpiteira oficial), Jeruza Freitas Weber (prima e puxa saco oficial), Irene Ferreira do Prado (amiga, irmã, mãe, filha, um anjo em minha vida), Magnus Freitas (primo poeta), Marcelo Dalla (ser de luz e astrólogo especial), Mario Freitas (tio e meu filósofo predileto), Masé Pinheiro (minha professora em uma das pós e de lá pra cá, parceira de longas conversas e vinho), Nadia Freitas Millet (prima e faz parte do cordão dos puxa sacos), Sócrates Vituri (ensinou conceitos importantes da neurolinguística), Rejane Rupp (amiga cometa, haha), Rita de Cassia Hann Leite (amiga de infância e comentarista assídua), Sueli do Rocio (minha mãe curitibana, amiga, irmã, fiel escudeira e protetora), Tatiana de Aben Athar (quem leu meu primeiro texto há longos anos), Yamara Lima Pereira (anjo em forma de ser humano), Zankara Pozzoni (presentou anos atrás com a sementinha da felicidade em uma nova carreira) e todo mundo que leu até aqui e me envia energia positiva e está se sentindo contagiado pelo desejo de contribuir para um mundo melhor.

 

Meu CV Atualizado

CV

Administradora, metida à corredora, fotógrafa e agora, escritora. Qual o meu tempo numa corrida de 10 km? Quem me conhece, sabe que meu objetivo é cruzar a linha de chegada em perfeitas condições físicas, o relógio monitora apenas meus batimentos cardíacos, já não tenho mais pressa de chegar. Se não puder curtir o percurso, não serve pra mim. Minhas prioridades são outras. Para minhas fotos, Nikon ou Cannon? Capaz! Tiro fotos usando meu celular velho e acredito que ainda ganharei um concurso de foto.

Hora extra apenas em casos excepcionais, pois já trabalhei muito, muito mesmo e já fui penalizada na mesma proporção  por não dar a devida atenção à minha vida pessoal. Apaixonada por esportes e amante do mar. Confesso que sofro se fico muito tempo longe dele. Tenho um financiamento da Caixa Econômica, mania de limpeza e uma bicicleta que meu avô me deu quando eu tinha uns 12 anos. Não tem mais pneus nem “correia”. Está na casa dos meus pais e fico furiosa quando eles sugerem doa-la para um ferro velho. Penso em comprar outra bicicleta, mas receio ser atropelada, pois eu sou muito desligada.

Adoro flores e plantas de todo o tipo. Tenho muitos cremes, óleos e cosméticos. Herdei da minha avó, o gosto pela flora e pelos cremes. Gosto de bichos, em especial, cachorros e passarinhos. Algumas coisas aconteceram muito cedo em minha vida. Outras tarde. Outras ainda não aconteceram. Filha única durante muitos anos sonho com almoço de domingo com muita gente, sonho com uma casa com plantas, cachorros, viveiro grande de passarinhos e, pelo menos, dois baixinhos me chamando “manhêêêêêêê”. Sou boa com números, como minha mãe; sou boa com pessoas, como meu pai. Parei de falar palavrão para dar bom exemplo ao meu irmão, mas ele cresceu e hoje fala umas gírias, que fico com vergonha de perguntar o significado. Sou durona no meu trabalho e derretida com os meus amigos. Às vezes choro sozinha, às vezes choro em público, às vezes engulo o choro.

Nasci em SP, fui criada em SC e ganho meu pão de cada dia no PR. Costumo hibernar no inverno. Sou são paulina e estou com 3 livros na cabeceira da minha cama. Um de cada estilo, peculiaridade dos geminianos. Aos 15 anos tive um tipo de hepatite e por isso não sou doadora de sangue. Mas sou doadora de medula e no porta luvas do meu carro, há uma declaração autorizando a doação de todos os meus órgãos. Tenho vasta vivência em admirar o por do sol e um pouco de conhecimento em dança flamenca e castanholas. Sinto fortemente os sintomas da TPM, fico muito braba, um pouco sensível e insuportável às vezes. Costumo falar sozinha e, eventualmente, com seres sem vida, como notebook, geladeira e máquina de xerox. Já tive domínio da língua inglesa, conhecimento avançado em italiano e espanhol. Hoje me esforço para não cometer nenhum deslize com a língua portuguesa. Mantenho uma relação amigável com o fogão, sou esforçada nessa relação e fico feliz da vida quando acerto na cozinha. Espero o meu aniversário e o Natal como uma criança. Gosto pra caramba de chocolate.

Acredito que o amor cura tudo e é o remédio do mundo. Sou amiga de Deus e penso que quem ainda não se aproximou Dele, não tem um amigo de verdade.  Sou boa ouvinte. Sou desastrada, do tipo que tropeça em nada e cai feito fruta madura. Sou tímida, mas basta eu me sentir à vontade para falar mais que a boca. Vocês conhecerão mais de mim em meus textos. Aliás, sobre eles – os textos – logo terei novidades. Prazer, sou Magda Freitas!

MF, 10.10.2014

 

Querido diário, chegou o meu aniversário… ; )

niver

Querido diário,

Ontem foi meu aniversário e eu ainda estou embriagada com tanto carinho.

Todos os dias são legais, mas ontem foi especial. Eu plantei para que fosse. Só fiz coisas das quais sinto enorme prazer: tomei café na cama, pratiquei atividade física, conversei com a minha família e com várias pessoas que amo, cuidei com calma dos meus passarinhos e “corri” com as coisas da festinha. Porque, é claro, ia ter festinha, com trufas, bolo e vela da Moranguinho.

A Copa do Mundo é no Brasil, acredita? Confesso que ainda tô me acostumando com a ideia, embora more pertinho da arena da baixada em Curitiba e sinta de perto todo o impacto dessa muvuca.

Como sempre faço, lembrei dos acontecimentos do último ano. Continuo com aquela mania de considerar a minha grama verde e achar que muita gente que também tem grama verde reclama de barriga cheia. Porque será? Hábito de reclamar? Hábito de não se deliciar com os pequenos prazeres da vida? Que na verdade são grandes…  Torço tanto para que sintam a beleza do simples…

Uma única coisa me deixou com nó na garganta. Eu ainda sinto falta da vó me acordar dando parabéns. Acho que o 3G tbém tá uma bosta no céu. Mas o vô fez as honras… Foi o primeiro a me parabenizar. Ele não falou, mas sei que ele quis imitá-la sendo o primeiro a falar comigo. Toda vez que olho a bancada do meu banheiro cheia de cremes, óleos e perfumes lembro que herdei essa vaidade dela. Eita velhinha fissurada num antirrugas…

Ainda sobre o levantamento do último ano, me dei conta de que algumas pessoas não fazem  mais parte do meu ciclo de amigos. Outras se aproximaram. As que partiram, não entendo que eu esteja certa e elas erradas. Sei que temos valores diferentes e, por conta disso, nos afastamos. Uma questão de respeito. Simples assim!

Hoje eu ganhei novos amigos e meu coração pulsa de alegria por isso. Nos últimos dias, eu também ganhei jantinha, abraços, sorrisos, amigos de quatro patas, amigos de duas pernas e muita paz e felicidade. Meu caminhar tem sido de forma a olhar de frente para a felicidade.

O jaguara do  meu irmão ficou de zoar no meu face. Ele é tão jaguara que nem isso ele fez. Deixa estar. Pego esse moleque na esquina. Não é uma questão de vingança, mas de amor mesmo.

Bom, tomei um comprimido chamado engov. Pelo que ele promete fazer – aliviar dor de cabeça, enjoo e todo o mal estar resultante da ingestão de líquidos diferentes em excesso – deve ser a versão brasileira do “in god we trust’. Espero de coração que seja.

Não prometo, mas talvez volte a escrever aqui antes do final desse ano. Preciso dormir. Bom dia!

MF, 21.06.2015.