Conecte-se à Essência!

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Um  convite!

Convido a olhar para você quando bebê recém-nascido (estou fazendo o mesmo daqui, ok?!). Mal dávamos conta de segurar a cabeça no corpo. Poucos meses adiante, já engatinhávamos e em seguida, ainda que buscando apoio, ficávamos sob os nossos dois pés! Cada um no seu tempo, descobrimos sozinhos como andar. Incrível refletir sobre a nossa capacidade de aprendizagem, de assimilação e de superação… Incrível sentir como era a nossa conexão com o Divino! \o/

Sem dizer da nossa comunicação não verbal, éramos mestres. Entendíamos e nos fazíamos entender muito bem. Estava tudo certo.

Os anos passaram e cumprimos o padrão: escola, boletins, melhor aluno, filho exemplar, passar de ano, passar no vestibular, entrar no mercado de trabalho, sobreviver no mercado de trabalho. Em resumo, nossa cultura e educação nos impuseram as seguintes condições: ser o melhor sempre, não errar nunca (em um treinamento específico, peço que as pessoas repitam “eu posso errar e eu vou aprender” e alguns alunos empacam, engasgam, murmuram, e não conseguem dizer isso com firmeza). Não percebemos o quanto a coisa toda degringolou por termos nossa identidade atrelada à essa condição. Criamos máscaras e armaduras. A necessidade de ser visto, de pertencer e de reconhecimento nos cegou. Adoecemos. Espiritualmente adoecemos. Emocionalmente adoecemos. Acredito que quando a doença chega ao corpo físico é o ponto inicial da cura. Porque daí sim, sinestesicamente, sentimos a dor da doença instalada. Não tem jeito, é chegado o momento de parar e revisar tudo.

Talvez eu esteja “chovendo no molhado” para muitos, mas estou sentindo que o be-a-bá precisa ser revisitado. Aquilo que está escancarado na nossa cara é o mais difícil de enxergar. Possivelmente por ser o mais difícil de aceitar. Nossa alma sabe, mas o nosso ego cria ilusões… Então, ficamos correndo atrás do rabo.

Vamos voltar ao tempo de bebê… aquele tempo no qual não tínhamos medo do julgamento, preocupação em ser o primeiro a andar da turminha, nem do que os outros iam pensar. Havia amor e respeito. Por nós e pelos outros. Respeitávamos nossos limites, nossas preferências, nossos talentos. O amor era genuíno e expresso deliberadamente. Havia equilíbrio entre o dar e o receber, havia respeito pelos que vieram antes e todos fazíamos parte de algum sistema que, energeticamente, estava unido a um grande sistema, um único Universo.

Não lembro quando, mas em algum momento dessa competição, instalou-se o “ou” na minha vida. O bagulho é incrível, tem uma força violenta e é difícil se libertar dele. Funciona mais ou menos assim: ou você é famoso ou ninguém te vê; ou você tem o kit baita casa/carrão ou é considerado um zé ninguém; ou você tem filhos ou ainda não descobriu o amor incondicional; ou você inicia e termina sua vida profissional na mesma empresa ou é alguém que não valoriza a estabilidade; ou é o primeiro lugar ou não tem chance na vida; ou trabalha no que gosta ou ganha dinheiro; ou somos durões ou viramos motivos de risadas; e por aí vai.

Aprendi (confesso, há pouco tempo) a considerar o “e”. E isso tem mudado consideravelmente meu jeito de ver a vida e, consequentemente, o meu jeito de viver a vida. E, claro, eu mudei. Como fazer isso, Magda? Lembra do bebê? Volta lá, conecte-se. Naquele tempo, vivíamos no mundo do “e” e das infinitas possibilidades. Por inúmeros motivos, acreditamos que não podemos ser assim na vida adulta.  Duas palavras importantíssimas: consciência e equilíbrio.

Alguns processos de coaching que conduzo atualmente estão direcionados ao encontro da missão e fico feliz à beça com isso. Há uma pegadinha oculta nessa busca da missão, “fulano já se achou e eu ainda não”. Ao agir assim, voltamos à fase “fulano tirou nota 10, e eu também tenho que tirar”. Estou certa de que todos viemos por um propósito maior e viver conectados a esse propósito é algo indescritível. É como se não desse para viver de outro jeito, você acorda e dorme com isso, pensa, sente e age conectada a isso. Não significa que somos melhores ou piores (percebem o “ou” chatinho aqui?). Isso nos torna responsáveis. Responsáveis pela transformação do mundo.

No fundo, essa é a missão universal: transformar o mundo num lugar melhor para viver. Descobrir a missão individual passar por “como eu posso contribuir para transformar o mundo num lugar melhor para viver? Qual talento possuo e que posso disponibilizá-los à serviço do bem maior?”. Aquiete-se. Silencie. Conecte-se. Sua criança sabe. Sua alma sabe… “Está tudo certo no aqui e agora.”

Como diz Lulu: vamos viver tudo o que há para viver… vamos nos permitir…

Fé e força, galera! Que dezembro seja de descobertas. Que 2019 seja de realizações.

 

Muito amor… pela vida, pra vida, com a vida

Magda

 

MF, 03/12/2018

 

Ser Transformadora

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Existem muitos níveis de impacto e contribuição que treinadores, professores e educadores proporcionam aos seus alunos. Alguns ensinam conhecimento, e este conhecimento pode transformar mentes. Alguns emocionam e ensinam humanidade através de seu coração, e assim tocam o coração dos alunos. Alguns ainda transmitem força, perseverança e uma mensagem de “você pode!”.

 

E há também aqueles que tocam almas, aqueles corajosos (agem com o coração, do francês coeur = coração, age = ação) que ensinam porque o fazem conectados às suas missões de vida e visões de um mundo melhor. Estes, podem ser tímidos, mas não se intimidam. Podem ser discretos, mas são transgressores. Podem ser pequenos, mas sentem grande. Podem parecer equilibrados, mas experienciam os extremos das emoções. Esses entregam-se de tal forma, que antes de compartilhar com o mundo, sentem e experienciam tudo, sem direito a escolhas do que conseguem ou não suportar. Vivem com uma certeza: o amor  cura e faz o mundo melhor.

 

Li há algum tempo que não podemos levar os outros a caminhos que ainda não passamos. E esse tem sido o maior desafio na arte de ensinar e transformar vidas. Estou certa de que, em algum momento da vida (dessa ou de vida passada), houve um pacto: aceito essa missão e, para tanto, que eu mesma seja o meu principal objeto de estudo, custe a dor que custar. E então se cumpre a magia: a própria vida torna-se o campo de estudo. Quando você acredita que gerencia com maestria as suas emoções, quando você acredita que tem “escuta atenta”, quando você acredita que age com empatia, quando você acredita que já vivenciou todos os gatilhos que disparam a dor, a vida sabiamente lhe dá a oportunidade de aprender um pouco mais. Um cala boca no seu ego, sensação de maremoto, com direito a ressaca daquelas… Chega a ficar difícil reconhecer a centelha divina que nos habita desde sempre. Mas se tem algo que funciona muito bem em todos os momentos e na turbulência a gente tem que se agarrar nele, é a fé! Aquele sentimento de “não sei o que tá acontecendo, não tem explicação, mas tá tudo certo!”. E, mais uma vez, a magia acontece: há a companhia dos transgressores, dos grandes, dos desequilibrados e corajosos. Os anjos que se dispõem a compartilhar do mesmo aprendizado e cura.

 

Diz Ram Dass, “não podemos saber sabedoria… não posso saber sobre estar molhado sem ter estado molhado”. A sabedoria é mais do que uma questão de saber, é uma questão de sentir e mais do que isso, de ser. Não posso ensinar sobre se secar, se nunca me molhei. Por aí…

 

Finalizo com um pensamento, que oportunamente reli esses dias: “Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os que são peças redondas nos buracos quadrados. Os que veem as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras. E eles não têm nenhum respeito pelo status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou difamá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles empurram a raça humana para frente. Enquanto alguns os veem como loucos, nós vemos gênios. Porque as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo são as que, de fato, mudam.”(Apple)

 

Para quem está ao meu lado, para os meus amigos, para os meus coachees e para os meus alunos, o meu amor e gratidão.

MF, 30/09/2018 em Pato Branco, PR.

 

 

 

A Amizade

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Estou fora de casa há dias e não há como não passar por reflexões do tipo: como está minha casa, as plantas, os vizinhos, os porteiros, o pessoal da corrida de rua, meu amado Chico, a família e os amigos em geral. Durante essa reflexão me dei conta que já são quase 30 anos morando distante da família e o quanto a presença dos amigos fez e faz diferença em minha caminhada.

Em minha profissão também observo isso: as conexões que acontecem entre as pessoas, as equipes, a dificuldade de estabelecer e manter tais conexões. Aaaahh, as relações interpessoais.

Tudo começa com a abertura e tudo termina com a falta de abertura. Parece simples. E é! A gente é que complica. Por que? Porque ser humano é um bichinho complicado mesmo. A boa notícia é que a gente pode descomplicar, basta querer, basta estar aberto. Viu só, voltamos ao “tudo começa com a abertura”…

Amizade requer tempo, dedicação, respeito, confiança. Produz ombro amigo, sorriso solto e a possibilidade de enxergar a vida sobre outro ângulo. É preciso humildade para entender e aceitar que o outro pode ver mundos que nós não vemos, que a referência do outro é outra. É preciso diminuir a distância entre a razão e a emoção. É preciso equilíbrio. É preciso amor.

Amigo dá abraço, dá asas, dá colo, dá chão,  dá puxão de orelha…

Existem amizades que chegam e ficam. Existem amizades que vem e vão. Existem alguns que nem chegam. Os motivos são os mesmos: sinENERGIA e valores. E está tudo certo. Fato é que nada é por acaso, nada é em vão. Em algum momento de nossas vidas, contribuímos e recebemos contribuição dos amigos. Houve troca, houve partilha, houve vida! Vivemos!

Esse texto é uma homenagem a todos os meus amigos. Onde eu estiver, trago-os em meu coração. Vocês me permitem colocar em prática a minha melhor versão. Através de vocês sinto a amorosa presença de Deus. Sou só gratidão!

ps.: representando a amizade e tudo o que vem com ela, nessa foto estão minhas queridas amigas Marisa, Monica e Irene em uma divertida noite paulistana.

MF, 06.08.2017 em Pato Branco, PR.

 

 

O Amor e Um Mundo Melhor

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SE é uma palavrinha feia, chata, inconveniente, que volta e meia ouço nos processos de Coaching. Eu mesma já a pronunciei em vários momentos da minha vida. Mas agora eu tô mais PRESENTE, mais CONSCIENTE e mais AMORosa, e o SE já quase nem faz parte dos meus dias.

Infelizmente o SE condiciona nossas ações e, consequentemente, os resultados, tirando as rédeas da nossa vida. É um balde de água fria na nossa genuína FELICIDADE. Nascemos sem o SE, mas ao longo da vida, ouvimos diversas vezes: se você passar de ano, o Papai Noel vai trazer presente; se obedecer a mamãe, vai ganhar sorvete; se não brigar com o irmão; se respeitar a professora; se não puxar o rabo do gato…

Eric Berne, psiquiatra norte-americano, foi meio moderninho lá por volta de 1945, ao fazer a anamnese dos seus pacientes através de um método mais simples do que o convencional para os padrões da época (apenas 2 perguntas). Ele também valorizava a imagem intuitiva que fazia dos seus pacientes e com isso, iniciou um rigoroso estudo sobre a INTUIÇÃO. Em 1958, Berne cria a Análise Transacional (AT), um método psicológico que analisa os Estados de Ego (Pai, Adulto e Criança), cada qual com seu conjunto de pensamentos, sentimentos e comportamentos com os quais interagimos com outras pessoas. Estar consciente em qual estado de ego estamos (porque esses estados de ego podem variar no decorrer do dia, principalmente quando não estamos presentes no presente) nos ajuda a comunicar e agir de forma mais assertiva e, porque não dizer, mais HUMANA.

O sonho de consumo das interações humanas é que todos estejamos no estado de ego Adulto (nem Pai nem Criança, nem opressor ou crítico, nem rebelde ou livre demais). Mas e os SEs e outras cositas mais que todos trazemos? Pois então… Berne dizia: “todos nós nascemos príncipes e princesas, mas às vezes nossa infância nos transforma em sapos“. É uma filosofia positiva e de confiança na capacidade que todos nós temos de resgatar a nossa essência. Daí surge a Teoria da Okeidade: todos nós nascemos bem, todos nós nascemos OK.

Outra palavrinha ‘fia da mãe’ é o QUANDO. Quando eu tiver isso; quando eu assumir o cargo tal; quando chegar as férias… Condicionamos nosso PRAZER e felicidade à chegada de algo, de alguém, do amanhã. Vivemos no futuro, desvalorizando a MAGIA e a BENÇÃO que é o PRESENTE.

O AUTOCONHECIMENTO é um caminho poderoso para nos ajudar a resgatar o nosso OK e a viver com maestria o PRESENTE. Também nos ajuda no exercício de olhar para o outro e saber que ele também tem seus SEs, seus QUANDOs e sentir uma profunda COMPAIXÃO. E quando isso acontece, AMAMOS. Amamos a nós mesmos e ao próximo. Tudo se TRANSFORMA! Tudinho!

Pode não ter gosto de brigadeiro nem doce de leite, olhar parar dentro de si e enxergar algumas caquinhas. Mas tem gosto DIVINO ter  a CONSCIÊNCIA de quem SOMOS, tem gosto divino a consciência de que podemos RENASCER todos os dias, tem gosto divino a consciência da nossa capacidade infinita de AMAR.  Acredito e vivo esse lema: O AMOR E UM MUNDO MELHOR. É esse lema que me inspira, que me faz sorrir marotamente, despretensiosamente, e que me move para transformar o mundo. Bora juntos?!

MF, 17.02.17

Ter asas traz frio gostoso na barriga!

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Meu corpo tem asas, meus pensamentos tem asas, meus sentimentos tem asas. Se sempre as tive? Nasci com elas!!! Eu, você, todo mundo!

Por motivos diversos e, muitas vezes, inconscientes, as troquei por armaduras. Isso, várias armaduras. Quem nunca? Foi difícil reconhece-las. Quem nunca?

Foi difícil tira-las, dolorido, porém lindo! O Universo é sábio, é generoso, sabe dar o que é de cada um, para cada um, no momento certo. Há uma magia à nossa disposição para isso. O nome? Amor.

              “… Incentivado pelo progresso, o cavaleiro fez algo que nunca havia feito antes.   Sentou-se           tranquilo e ouviu o silêncio. Ocorreu-lhe que, na maior parte da sua vida, nunca tinha realmente ouvido alguém ou alguma coisa. O sussurro do vento, o tamborilar da chuva e o som da água nos córregos com certeza sempre estiveram presentes, mas ele nunca os ouvira de verdade.

… Ele sorriu através das lágrimas, sem perceber que uma nova e radiante luz emanava dele – uma luz muito mais brilhante e bonita do que sua armadura com o melhor dos polimentos: borbulhante como um riacho, brilhante como a lua, deslumbrante como o sol. Pois, de fato, o cavaleiro era o riacho. Ela era a lua. Ele era o sol. Ele podia ser todas essas coisas de uma vez agora, e muito mais, por que ele era um com o Universo. Ele era amor.”*

Quando nos conscientizamos de que, ao ter asas, ficamos uno com o Divino, reativamos a coragem que sempre fez parte do nosso Ser.  Reativamos a coragem de ser sensível, eliminamos crenças que já não cabem em nossas vidas. E a sensibilidade? Esse jeito de ouvir além dos olhos, de ver além dos ouvidos, de sentir o sentimento alheio tão claro em nosso próprio coração. Sentir até doer ou até fazer cócegas na alma. E sorrir ou chorar junto com toda a sinceridade. Essa intensidade de ser. Eu Sou. Esse movimento de transformar o mundo (a começar por si mesmo) através do amor.

O aprendizado que vem com a consciência, que vem com o viver, com a entrega para a vida. Inocência é coisa pra andar bem juntinho da sabedoria, mas deve sempre estar presente na vida. Uma pitadinha de medo, apenas o suficiente para valorizar cada passo, cada conquista. Um desejo de um mundo que possa acordar sorrindo pra toda gente. Pra todo ser. Pra toda vida. Troquei as armaduras por asas. Antes,  uma guerreira lutadora. Agora, uma guerreira do amor.

Fazer uso de nossas asas requer sensibilidade, requer coragem, requer consciência, limpeza e amor. Traz leveza, traz sorrisos, traz frio gostoso na barriga. Ahhh, e como traz!

MF, 18.01.2017

* O Cavaleiro Preso na Armadura, Robert Fisher.

Crédito foto: Katia Velo

Tempo, Felicidade, Consciência!

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Fiquei olhando para o registro das nossas peraltices e pensei sobre qual seria a legenda da foto. Resolvi escrever mais do que uma legenda…

Poderia contar que tenho um irmão gatinho, que ele também é marrento, questionador, ciumento… Gabriel e eu temos 23 anos de vida de diferença e decidi escrever sobre o “tempo”.

23 anos é muito tempo? 2 dias é pouco tempo? Depende! “Tempo é uma unidade relativa das coisas que cria no ser humano a ideia de presente, passado e futuro.” Mas se o ontem já passou e o amanhã ainda não chegou, qual deve ser o nosso foco? Resposta: hoje, aqui e agora! Se liguem nessa parada! Aqui e agora é um presente, viva-o com toda a abundância, com toda a entrega possível!

Muitos de nós condicionamos a felicidade ao atingimento de algo no futuro. Como coach, conduzo processos de desenvolvimento com metas e prazos. Mas e daí, Magda, como focar no presente se tenho algo a atingir lá na frente e minha mente me leva até lá? Aí é que está o pulo do gato!! O TEMPO é uma unidade relativa, e a FELICIDADE é um estado de espírito que precisa ser vivenciado no aqui e agora, nem no passado e nem no futuro. Como fazer?

Sabe aqueles bênçãos/alegrias diárias que muitas vezes passam despercebidas? Valorize-as, perceba-as, sinta-as. Tomar água, sentir o sol, sentir a chuva, o cheiro de uma flor, do orvalho, a brisa no rosto, o olhar de uma criança, dar um abraço, receber um abraço…

Por motivos diversos, inclusive o de sentir o sol na pele, tenho procurado ir trabalhar a pé em alguns dias da semana. Considero importante me dar essa oportunidade: a de contemplar a vida (em todas as suas formas) todos os dias dessa existência. Observo as pessoas, a natureza, conheço novos lugares. Como tem acontecido no início desse ano aqui em Curitiba, o sol aparece no meio da manhã e fica até o meio da tarde quando cai a chuva. Esses dias a chuva e eu nos encontramos, e eu me entreguei! Lembrei do meu irmão, quando ainda era um “toco” de gente e descobriu a língua e que podia tomar a água da chuva. Fiz o mesmo! Sente a cena: eu, adulta “responsável”, mochila nas costas, braços abertos, cabeça pra trás, boca aberta brincando de acertar e beber a maior quantidade de pingos de chuva possível. Ao mesmo tempo sentia cócegas nos pés por estar com os calçados encharcados. Cheguei em casa fisicamente cansada, mas minha alma estava saltitante tamanha era a minha felicidade. Somado a isso, ao chegar em casa, recebi uma musiquinha que dizia “dançar na chuva quando a chuva vem… quando chover deixar molhar…”. Lindo presente do Universo, né?

Há meses quero mudar para uma casa, ela já existe em minha mente, mas ainda não foi possível. Imaginem se eu condicionasse a minha felicidade à mudança para uma casa? Sei que acontecerá no momento certo e isso também me faz feliz.

Não esperei o Gabriel juntar-se à minha vida para ser feliz. Sua chegada tornou a minha vida MAIS feliz. Ter consciência do que sentimos no aqui e agora, e desapegar da matéria é uma filosofia de vida que sigo e convido você a fazer o mesmo. Hoje! Já! Eu chamo de filosofia de vida, mas você pode dar o nome que quiser. Acaba refletindo em meu comportamento, em como eu enxergo e atuo na vida e, consequentemente, contribuindo para a minha vitalidade e felicidade. Estou certa que vivendo assim, eu crio um mundo melhor. Vamos juntos!

Com amor e gratidão,

MF, 08.01.2017.

Um Café, Chuva, Sol, Pessoas, Vida… Gratidão!

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Era uma segunda-feira, pouco antes das 15h30, horário combinado com um amigo para um bate papo num simpático café da cidade. Coincidentemente, ele também chegou antes. Ironicamente, conseguimos nos desencontrar já dentro do café…

Enquanto o esperava, considerando que algum motivo o fizera atrasar, fiquei contemplando a paisagem urbana do outono curitibano. Em 15 minutos, fez sol, o céu acinzentou, choveu, voltou a fazer sol. Comecei a fazer os cálculos do mês. De repente, uma voz interna: Magda, você não lida mais com orçamento corporativo, desapega! Ainda seguindo um raciocínio inconsciente, lembrei dos esforços (energia e grana) que estão sendo investidos em um novo caminho profissional e considerei oportuno voltar a contemplar a paisagem e observar as pessoas – minha razão de estudo e foco de trabalho há alguns meses.

Algumas corriam da chuva, outras se divertiam, outras pareciam estar indiferentes. Indiferentes ao clima, ao horário, a estação do ano, enfim, provavelmente estavam preocupadas com a sua lista de atividades diárias. Se existe amanhã, se existe guerra civil, vacina gratuita ou inúmeros tons de verde na natureza, parecia não fazer diferença para elas. Reparei também em alguns pássaros e animais de estimação que compunham o cenário. Fiquei me imaginando contar sobre minha “contemplação vespertina” de segunda-feira à minha mãe. Embora seja uma mãe excepcional, voluntária incansável e considerada antenada para a sua geração, possivelmente questionaria se eu estava de folga, adoentada ou se tinha acertado na loto; fui criada para trabalhar duro, mais veloz que o compasso do coração, do raiar ao pôr do sol.  Levaria algumas horas explicando que estou estudando o comportamento das pessoas, o que as motiva, o que as faz acreditar no amanhã, o que as faz somar sua vida à de outra pessoa (algumas ainda dividem), como querem ser reconhecidas, sua missão de vida, o pensam sobre felicidade, qual o significado de paz, o que faz sentido em suas vidas, o que as diferencia, se acreditam no amor como fonte para um mundo melhor e, sendo coach, como posso ajuda-las.

Retornei ao café…, o bate papo, as novidades, as realizações, os cursos, os aprendizados, os sorrisos, as parcerias. Lembrei do desencontro que antecedeu ao encontro…  Se com as melhores das intenções, conseguimos errar e desencontrar, imagina se permitirmos ser absorvidos pela rotina desenfreada, deixando nossa vida seguir no piloto automático?

Uma gratidão imensa por escolher contemplar a vida, por me permitir viver e não apenas sobreviver, pelos desencontros e reencontros, pelas quedas e voos livres, por poder ver as diferentes cores do céu, por sentir a chuva e também o calor do sol. Pelas pessoas que cruzam o meu caminhar e, de alguma forma, me ensinam algo. Não existe alegria, sem passar pela tristeza, mas essa tristeza pode ser menos cinza se estivermos conectados com o nosso Eu Interior e presentes no aqui e agora, ainda que a vida nos presenteie de forma diferente do que esperamos.

MF, 07/06/2016.

6 Meses de Adoção, 6 Meses Desenvolvendo o Sentir

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Era um domingo de julho, atípico, ensolarado como hoje, há seis meses… Meu destino cruzou com um cãozinho vira-lata, tímido, medroso, ressabiado e olhar expressivo.

Eu, que tinha hora para sair de casa e sem hora para voltar, num gesto de impulsividade e paixão à primeira vista, o adotei. Batizei-o de Chico, nome do Papa e do Santo que gosto muito.

As primeiras semanas foram difíceis, Chico chorava o tempo todo, latia do nada e tremia a cada carinho. Eu ia trabalhar a base de energético e passei a utilizar com mais frequência a minha caneca de café durante o dia. Minha hora de almoço passou a ser dele, era o tempo que eu estava mais desperta e conseguia insistir numa aproximação, ensinar o uso do tapetinho higiênico, levar para passear, dar de comer. Nem sempre eu conseguia almoçar, mas sentir que estávamos evoluindo na relação, me satisfazia.

Já passamos meio inverno, uma primavera e meio verão juntos. Chico já ultrapassou diversas fases: A de comer havaianas, comer o rolo do papel higiênico quase inteiro, comer apenas biscoitinho e nada de ração, cheirar minhas meias. Agora ele está na fase de se achar cão de guarda do bairro, farejador do FBI e meu defensor absoluto. Se quiser se aproximar de mim, é melhor trazer alguns biscoitinhos ou vai ter um cãozinho latindo na sua orelha por vários (que parecerão intermináveis) minutos. Além disso, ele vai cheirar você inteirinho até dar autorização para você dar um passo a frente.

Diferente dos humanos, a única forma de comunicação dele é através de latidos, gemidos e choro. Nunca vou ouvir Chico dizer “mãe, estou com dor de barriga”. Não que isso o deixe menor, afinal, cá entre nós, sabemos de humanos que vão viver muito e ainda assim, comunicar-se-ão feito principiantes. C´est la vie.

Penso que é um equívoco afirmar que me tornei mais sensível em função desse tipo de comunicação do Chico, mas é fato que estou desenvolvendo minha sensibilidade com o intuito de sentir o que significa cada latido, gemido, choro ou lambida. E isso tem impactado na minha vida de forma geral. Porque eu estou há anos com o exercício de julgar menos e conseguir se colocar no lugar do outro. Chico me fez entrar num módulo “intensivo ultra hard” de empatia. Estou entendendo (não significa que aceitando) com mais facilidade as direções dos humanos. Sinto-me mais leve e, consequentemente, mais feliz.

Se eu passei muito tempo falando sozinha, agora eu falo com o Chico. Penso que ele também tenta me entender. Às vezes, eu peço: Chico, esqueci a toalha, vai lá na lavanderia pegá-la por favor, não quero sair do banho e molhar a casa inteira. Ele parece dizer: Se eu conseguisse pular até a altura do varal, eu atenderia você. Todos os dias fazemos oração juntos. Por vezes, ele parece refletir: Essa mulher é doida! Mas eu gosto mesmo, quando ele me lambe querendo dizer “tudo vai dar certo”. Sem dizer na velocidade 9 do rabo dele quando eu chego em casa.

Chico é travesso, levado, carinhoso, por vezes malcriado e dengoso. Como todo ser em desenvolvimento e saudável.

Estou feliz por honrar a confiança que Chico me deu. Estou feliz porque ele está mais corajoso e seguro de si. Fico feliz quando o vejo brincando, serelepe. Sou feliz, também, por ser mãe de cachorro. Sou grata por esse vira-lata me ajudar a desenvolver a sensibilidade do ver, ouvir e sentir, não apenas com o físico, mas com a alma. Sou grata por ele ensinar tanto.

É uma delícia ser a mãe do cãozinho mais lindo do Sul do mundo. \0/

MF, 24/01/2016.

 

Encontros… Reencontros!

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Tenho refletido sobre os encontros que a vida proporciona, os encontros que tenho me permitido viver… O quanto eles mexem com a minha vida, com o meu ser. Ajeitam o que precisa ajeitar, desajeitam o que precisa desajeitar, desarrumam o que estava na zona de conforto, despertam, impulsionam, tranquilizam, suscitam novas emoções… Fazem uma deliciosa bagunça!

Fico pensando se o mesmo acontece com eles, ou seja, se eu também mexo com a vida das pessoas que encontro por esse caminho chamado vida.

Há quem goste de “chegar chegando”. Gosto de ”chegar de mansinho”, respeitando o espaço do outro, sendo fiel ao meu jeito de ser. É da minha natureza ser assim. Sinto-me em paz sendo assim. Sinto-me respeitada quando agem assim comigo. Dando ao tempo, o tempo e espaço que ele precisa. Mas esse tempo não pode ser medido em dias ou minutos ou ciclos lunares. É um tempo que não se mede, não se conta, não se calcula. Compliquei?

Vamos aos fatos: Quem já confiou num desconhecido e hoje tem uma relação tão próxima como se fossem ‘amigos de maternidade’, assegurando de que o tempo não é um delimitador de confiança? Quem já confiou num eterno confiável e teve aquela decepção que o arrebentou por dentro, experimentando o sabor amargo de saber que encontros de longo tempo não, necessariamente, indicam confiança? Tem aqueles encontros que duram horas e você nem sente o tempo passar; há outros, no entanto, que você deseja que o tempo voe. Encontros independem do tempo, espaço, duração. É bobagem acreditar que essas variáveis podem embasar a veracidade de um encontro.

Numa conversa entre amigas falávamos sobre aprendizado e conhecimento. Compartilhamos da mesma crença: estamos aqui relembrando tudo que o já sabemos, resgatando encontros, vivências e evoluindo. Complementa outra conversa minha, onde discutíamos sobre reconhecimento. Concluo que os encontros são reencontros, são reconhecimentos! Mesmo aqueles que não nos proporcionam mais prazer ou alegria, pois em algum momento nos ensinaram algo, nos permitiram evoluir. Sejamos gratos. E como são fascinantes os encontros que comungam dos mesmos valores, dos mesmos dogmas e “viagens”. São luzes que, quando se reencontram, formam um lindo arco-íris, cada qual com sua luz, cor e energia.

Onde estavam esses reencontros que não aconteceram antes? Onde estava eu? Onde estavam eles? É simples: estavam em outros reencontros aguardando o momento certo de me reencontrar. E quando chega a hora: é lindo! Esses reencontros priorizam o ser ao invés do ter.

Reencontros assim permitem: enxergar colorido, quando estávamos acostumados a ver o preto e o branco; ver em câmera lenta mesmo quando a vida está veloz; alçar voos antes inimagináveis, transmitindo uma segurança antes só conhecida em terra firme; falar sobre loucuras com sanidade; direcionar para um caminho tão óbvio que não conseguíamos ver. Permitem ser a gente mesmo e permitem que o outro também seja ele mesmo. Inundam nossa vida de paz.

Reencontros são luz. Reencontros são harmonia. Sintonia e sincronia. Reencontros são puro amor. Desejo a todos muitos reencontros. Reencontrar e ser reencontrado. Permita-se! Viva!

MF, 14.11.14

Ser Sensível

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Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. Esse jeito de ouvir além dos olhos, de ver além dos ouvidos, de sentir a textura do sentimento alheio tão clara no próprio coração. Sentir até doer ou até fazer cócegas na alma. E sorrir ou chorar junto com toda a sinceridade. Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada. Esse amor tão vívido em um mundo em que a maioria parece se assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza. Este desejo imenso de ser feliz e que todo mundo também seja. Escandolasamente, divinamente feliz. Essa incapacidade de não se admirar com o grandioso que também está na simplicidade. O exercício diário da compaixão e do amor. Amor pela natureza, pelos animais, pelos amigos que, por motivos diversos, estão percorrendo outros caminhos, pelos que chegam e pelos que ainda hão de chegar. Amor por todas as minhas relações. O aprendizado que vem com as circunstâncias, que vem com o viver, com a entrega para a vida. Inocência é coisa pra andar bem juntinho da sabedoria, mas deve sempre estar presente na vida. Uma pitadinha de medo, apenas o suficiente para valorizar cada passo, cada conquista. Um desejo de um mundo que possa acordar sorrindo pra toda gente. Pra todo ser. Pra toda vida. Sonhos? Ahhh, muitos… Sempre…

Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia.

Louca? Corajosa? Sonhadora? Apenas viva!!!

MF, 17.10.2012

 

 

Casamento

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O André é um querido amigo e um simpático leitor dos meus textos. Volta e meia indica algum tema para eu escrever. Empolgado com a chegada do seu casório, pediu para eu escrever sobre casamento.

Minha primeira reação foi: Justo esse tema? Justo eu? Minha segunda reação foi: E porque não?

Fui buscar nas minhas lembranças, o que eu pensava, imaginava e queria de um casamento. Confesso que pouca coisa mudou. Mudou a maturidade com a qual penso sobre o assunto. Porque casamento não é algo que se começa com o pensamento “ahh se não der certo, a gente separa…”. Não! Mas pode acontecer a separação…  E um novo ciclo inicia na vida… E novos ciclos sempre trazem novos ares, novos aprendizados e novos suspiros.

Casamento não requer anos de namoro, cartório, véu e grinalda nem financiamento da habitação aprovado. Requer o desejo genuíno de amar, amar incondicionalmente, amar com todos os defeitos e diferenças, amar com toda a força e pureza do coração, amar sem cobranças, amar respeitando a individualidade, amar com a humildade de aprender e ensinar, amar com um desejo desmedido de fazer o outro feliz, amar sendo feliz consigo mesmo e ser ainda mais feliz pela felicidade do outro e com o outro.

Esses dias na comemoração de um aniversário, uma pessoa comentou: “estou com o meu marido há 12 anos, não somos casados “oficialmente”, temos uma filha e vou te contar uma coisa, gosto dele, gosto muito dele, no meio do dia quando estou trabalhando, sinto saudade de estar com ele”. Enquanto falava, seus olhos brilhavam e um sorriso tímido inundado de amor. Eu também sorria e, enquanto ela falava, eu pensava “que os encontros de amor aconteçam e a benção do amor chegue para todos”.

Há uma música que eu considerava brega, mas hoje penso que o autor tinha uma grande pitada de razão ao descrever uma sensação, que pode ser usada em referência ao casamento: é luz, é raio, estrela e luar. Assim como no mar, temos a calmaria, a arrebentação, as ondas, o mar alto… Assim é a vida a dois: tudo isso junto e misturado! E que pode vir o vento e transformar tudo. E não por isso, ser menos gostoso… Afinal, mar calmo não faz bom marinheiro. Talvez o segredo esteja aí, saber como agir em cada condição sem sair do eixo ou se sair, saber voltar até ele – céu estrelado, arrebentação, trovoada, calmaria, marolas, ondas gigantes, luar… E, principalmente, em tempos de ventania. Ou escassez de vento…

É compartilhar anseios, sonhos, tristezas, vitórias. É parceria, é amizade, é cumplicidade. É banho de mar, de chuveiro, de mangueira ou banheira. É conversa fiada. É papo reto e sério. É biscoito de polvilho. É brigadeiro. É arroz queimado. É sorvete e quentão. É pastel da feira. É ovo frito, pipoca, chocolate e vinho. É primavera e as outras estações. É projeto novo ou velho, repaginado, repensado. É filho. Um, dois ou até formar uma equipe de volley, talvez futebol. Ou apenas o casal. Animais de estimação. É viajar, muitos km ou na própria cama. É sentar no chão, rolar na grama, pode ser na areia e dormir se sentindo no céu, mas tem que ser numa cama pequena, estreita, apertada mesmo. É somar. É dividir. É multiplicar. É aprender. É ensinar. Brincar. Cuidar. Sonhar. Respeitar. Criar. Defender. Compreender. Acolher. Envelhecer. Renovar. Perdoar. Unir. Sorrir. Evoluir. Construir. Reconstruir. Seduzir. É amor. É amar!!!!

Que tenhamos coração aberto para sentir quando chega o momento desse encontro de almas e espirito sereno para caminhar com dignidade ao lado dessa alma que soma à nossa vida. Sejamos todos felizes. Eternamente felizes!

MF, 30.09.2014

Feliz Dia dos Pais, Meu Pai

pai

Ele não me carregou 9 meses, nem foi o primeiro a me ver quando cheguei neste mundo, mas temos os mesmos olhos, aliás, falamos através deles; fazemos o mesmo bico quando estamos tristes, preocupados ou mal humorados…

 Ele me defendia das broncas de minha mãe, me levava à praia e me ajudava a mergulhar. Com esforço, fazia meus rabos de cavalo e depois me levava pra escola. Passei minha infância brincando na loja de artigos esportivos dele, taí uma das razões para eu gostar de futebol. Ele também me ensinou que o amor vale à pena e que devemos cuidar das pessoas que amamos. Que perdoar é nobre. Tem um coração muito maior que ele… “Faça o seu melhor, sempre jogue para vencer, mas perder faz parte do jogo da vida e eu estarei do seu lado, independente do resultado”, sempre disse ele; quantas vezes meu medo sumiu (e some) pensando nisto.

 Eu tinha uns 12 anos e nosso programa de domingo de manhã era ir assistir aos jogos de futebol dos times locais; o que eu mais gostava era que depois dos jogos, ele me dava aula de direção no campo, lembro que fazíamos a trave de baliza. Quem teve um pai muito legal e um pouco maluco que ensinou a dirigir aos 12 anos, num corcel II velho num campinho de futebol de uma cidadezinha do interior? Resposta: Eu! Eu com muito orgulho!!!

 Quando eu era adolescente, ele me levava e me buscava nas baladas. Não foram poucas as vezes que ficou lá comigo, dançava e era amigo dos meus amigos. Lembro um carnaval, onde meus amigos o carregaram no colo e o jogaram no mar com roupa e tudo, pensa que ele ficou bravo? Nada… Sim, meu pai participou de alguns carnavais comigo. Pai “metido” a jovem é o meu. É até hoje. É meu amigo! Sou sua fã!

Gabriel Freitas, só para constar: a filhinha do papai, mesmo longe, sou eu!!! Haha…

 Escrever aqui um pedacinho da nossa história é minha forma de homenagear este homem, que desde os seus 20 e pouquinhos anos, faz o seu melhor por mim. Obrigada pai! Obrigada mesmo!

 Mas a gente cresce (pelo menos por fora, pois aqui dentro ainda tem uma criança beeeem viva e dengosa) e assume algumas responsabilidades e compromissos. Por isto, infelizmente, no dia de hoje não podemos estar pessoalmente juntos. Então mano, depois do seu abraço nele, dê outro, o meu. Beeem apertado, daquele jeito, quase esmagando, tá? Te devo esta…
Um montão de beijinhos prá vc meu pai, com todo o meu amor, Magda.

 

MF,12.08.2012