Ter asas traz frio gostoso na barriga!

magdaasas_17-01-2017

Meu corpo tem asas, meus pensamentos tem asas, meus sentimentos tem asas. Se sempre as tive? Nasci com elas!!! Eu, você, todo mundo!

Por motivos diversos e, muitas vezes, inconscientes, as troquei por armaduras. Isso, várias armaduras. Quem nunca? Foi difícil reconhece-las. Quem nunca?

Foi difícil tira-las, dolorido, porém lindo! O Universo é sábio, é generoso, sabe dar o que é de cada um, para cada um, no momento certo. Há uma magia à nossa disposição para isso. O nome? Amor.

              “… Incentivado pelo progresso, o cavaleiro fez algo que nunca havia feito antes.   Sentou-se           tranquilo e ouviu o silêncio. Ocorreu-lhe que, na maior parte da sua vida, nunca tinha realmente ouvido alguém ou alguma coisa. O sussurro do vento, o tamborilar da chuva e o som da água nos córregos com certeza sempre estiveram presentes, mas ele nunca os ouvira de verdade.

… Ele sorriu através das lágrimas, sem perceber que uma nova e radiante luz emanava dele – uma luz muito mais brilhante e bonita do que sua armadura com o melhor dos polimentos: borbulhante como um riacho, brilhante como a lua, deslumbrante como o sol. Pois, de fato, o cavaleiro era o riacho. Ela era a lua. Ele era o sol. Ele podia ser todas essas coisas de uma vez agora, e muito mais, por que ele era um com o Universo. Ele era amor.”*

Quando nos conscientizamos de que, ao ter asas, ficamos uno com o Divino, reativamos a coragem que sempre fez parte do nosso Ser.  Reativamos a coragem de ser sensível, eliminamos crenças que já não cabem em nossas vidas. E a sensibilidade? Esse jeito de ouvir além dos olhos, de ver além dos ouvidos, de sentir o sentimento alheio tão claro em nosso próprio coração. Sentir até doer ou até fazer cócegas na alma. E sorrir ou chorar junto com toda a sinceridade. Essa intensidade de ser. Eu Sou. Esse movimento de transformar o mundo (a começar por si mesmo) através do amor.

O aprendizado que vem com a consciência, que vem com o viver, com a entrega para a vida. Inocência é coisa pra andar bem juntinho da sabedoria, mas deve sempre estar presente na vida. Uma pitadinha de medo, apenas o suficiente para valorizar cada passo, cada conquista. Um desejo de um mundo que possa acordar sorrindo pra toda gente. Pra todo ser. Pra toda vida. Troquei as armaduras por asas. Antes,  uma guerreira lutadora. Agora, uma guerreira do amor.

Fazer uso de nossas asas requer sensibilidade, requer coragem, requer consciência, limpeza e amor. Traz leveza, traz sorrisos, traz frio gostoso na barriga. Ahhh, e como traz!

MF, 18.01.2017

* O Cavaleiro Preso na Armadura, Robert Fisher.

Crédito foto: Katia Velo

Encontros… Reencontros!

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Tenho refletido sobre os encontros que a vida proporciona, os encontros que tenho me permitido viver… O quanto eles mexem com a minha vida, com o meu ser. Ajeitam o que precisa ajeitar, desajeitam o que precisa desajeitar, desarrumam o que estava na zona de conforto, despertam, impulsionam, tranquilizam, suscitam novas emoções… Fazem uma deliciosa bagunça!

Fico pensando se o mesmo acontece com eles, ou seja, se eu também mexo com a vida das pessoas que encontro por esse caminho chamado vida.

Há quem goste de “chegar chegando”. Gosto de ”chegar de mansinho”, respeitando o espaço do outro, sendo fiel ao meu jeito de ser. É da minha natureza ser assim. Sinto-me em paz sendo assim. Sinto-me respeitada quando agem assim comigo. Dando ao tempo, o tempo e espaço que ele precisa. Mas esse tempo não pode ser medido em dias ou minutos ou ciclos lunares. É um tempo que não se mede, não se conta, não se calcula. Compliquei?

Vamos aos fatos: Quem já confiou num desconhecido e hoje tem uma relação tão próxima como se fossem ‘amigos de maternidade’, assegurando de que o tempo não é um delimitador de confiança? Quem já confiou num eterno confiável e teve aquela decepção que o arrebentou por dentro, experimentando o sabor amargo de saber que encontros de longo tempo não, necessariamente, indicam confiança? Tem aqueles encontros que duram horas e você nem sente o tempo passar; há outros, no entanto, que você deseja que o tempo voe. Encontros independem do tempo, espaço, duração. É bobagem acreditar que essas variáveis podem embasar a veracidade de um encontro.

Numa conversa entre amigas falávamos sobre aprendizado e conhecimento. Compartilhamos da mesma crença: estamos aqui relembrando tudo que o já sabemos, resgatando encontros, vivências e evoluindo. Complementa outra conversa minha, onde discutíamos sobre reconhecimento. Concluo que os encontros são reencontros, são reconhecimentos! Mesmo aqueles que não nos proporcionam mais prazer ou alegria, pois em algum momento nos ensinaram algo, nos permitiram evoluir. Sejamos gratos. E como são fascinantes os encontros que comungam dos mesmos valores, dos mesmos dogmas e “viagens”. São luzes que, quando se reencontram, formam um lindo arco-íris, cada qual com sua luz, cor e energia.

Onde estavam esses reencontros que não aconteceram antes? Onde estava eu? Onde estavam eles? É simples: estavam em outros reencontros aguardando o momento certo de me reencontrar. E quando chega a hora: é lindo! Esses reencontros priorizam o ser ao invés do ter.

Reencontros assim permitem: enxergar colorido, quando estávamos acostumados a ver o preto e o branco; ver em câmera lenta mesmo quando a vida está veloz; alçar voos antes inimagináveis, transmitindo uma segurança antes só conhecida em terra firme; falar sobre loucuras com sanidade; direcionar para um caminho tão óbvio que não conseguíamos ver. Permitem ser a gente mesmo e permitem que o outro também seja ele mesmo. Inundam nossa vida de paz.

Reencontros são luz. Reencontros são harmonia. Sintonia e sincronia. Reencontros são puro amor. Desejo a todos muitos reencontros. Reencontrar e ser reencontrado. Permita-se! Viva!

MF, 14.11.14

Papai Noel tá chegando e o que eu fiz esse ano?

papai noel

Daqui a pouco o Papai Noel chega, daqui a pouco termina 2013 e então, algumas constatações sobre o ano…

Meu seguro de vida duplicou a mensalidade porque eu atingi outra faixa etária, meu check up anual teve muito mais exames do que quando eu tinha 20 anos (Ooops, check up aos 20? Esquece, pra que? Um hemograma e tá tudo certo, pensava eu). Por outro lado, a maturidade traz uma serenidade, a tranquilidade de saber que tudo acontece no momento certo, nem antes, nem depois. O equilíbrio necessário para avançar e a humildade para recuar.

Medo? Este quase nem me olha mais. Perdi a vergonha de expressar o que penso e sinto, agora controlo a coragem de ser autêntica. Algumas cicatrizes já não causam mais dor. Tirei algumas pintas e outras apareceram. Continuo serelepe e com certa ingenuidade, que me faz enxergar que ainda tenho muito a aprender. Continuo esperando o Papai Noel, mas minha alegria agora está em dar os presentes. Continuo curiosa, zelosa e romântica. Cada ano mais forte e, ao mesmo tempo, mais sensível. Pode isso, Arnaldo?

Perdi o pique para uma noite inteira na balada, mas tenho disposição para ser uma boa ouvinte durante horas. Perdi certa dose de pudor e não faço questão de encontra-lo. Preciso exercitar mais o colocar-se no lugar dos outros. Preciso dedicar mais tempo à arte de brincar. Cada vez mais preocupada com a beleza, a interior! É ela que me atrai e me encanta. Dei o braço a torcer para minha avó, que dizia “a beleza exterior é fugaz”. Imagina se eu iria concordar com isto aos 20 aninhos. C’est la vie

E a beleza do simples, então? É divino conseguir apreciá-lo e vivenciá-lo. Tente e teremos horas para conversar a respeito… Aproveitamos e conversamos também sobre o amor, aquele, aquele que todo mundo quer, muita gente tem medo e é a cura pra tudo. “É só o amor que conhece o que é verdade, que é bom, não quer o mal, não sente inveja ou se envaidece.” Demorei a te entender Renato Russo, mas você é muito sábio!

Este ano eu também saltei de paraquedas, participei de manifestações, fui assistir ao meu tricolor no santuário, digo, no Morumbi, comprei um sofá e fiz novos e especiais amigos. Estou de óculos novos, mas por uma questão de estilo, claro, e não de necessidade (#sqn). Fiz mais um montão de coisas, mas não considero apropriado contar tudo aqui. Reservo-me o direito de ter os meus segredos. Rsrsrsrs.

Ainda fujo das tentações. Mas agora, fujo bem devagar de modo que elas me alcancem e então, me entrego!

Vem Papai Noel. Vêm 2014, estou de braços abertos te esperando e tudo o que vem com você para eu aprender e viver!

MF, 21.11.2013