Ressignificar!

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Viajei. Me perdi na chegada da cidade. E também me perdi na saída. Será?

Quando cheguei, percebi pela quilometragem do carro que já tinha passado do destino. Resolvi entrar na primeira à direita e sentir onde deveria parar e questionar sobre o caminho. Era uma praça, pai e filhinha curtiam a noite quente. Enquanto Josué me explicava como retornar, Luana entrou com tudo (com tudo mesmo) na conversa. Devia ter uns 2 aninhos, esticou os bracinhos me pedindo colo. Engraçado que era a repetição de uma cena acontecida naquela manhã, na garagem do prédio onde moro. Eu também repeti minha ação: peguei-a no colo com a mesma ingenuidade e afeto com a qual aqueles bracinhos me abraçavam. Senti a Julia… Respira Magda…

Na volta, eu não achava a perimetral, estava no meio de uma cidade, parei num posto. Entrou a Marcela, frentista do posto na história. Expliquei donde vinha e qual era o destino. Ela aparentava ser mais nova do que eu e pareceu ficar preocupada. Achei engraçado, mas contive a gargalhada. Marcela repetiu algumas vezes o caminho que eu deveria fazer e certificou que eu o havia gravado. Fiz o retorno que me explicou e passei novamente pelo posto. Marcela estava ali, me esperando, acenou… Reparei pelo retrovisor que ficou me cuidando até que nos perdemos de vista…

Acredito e vivo a filosofia (entre outras) do “presente”, acho de verdade que torna a vida mais leve, mas entendo que às vezes é preciso analisar o passado e avaliar se não estamos repetindo padrões que já deveriam ter sido descartados da nossa vidinha. É uma técnica de Coaching volta e meia oportuna. Busquei alguns momentos em que me senti perdida na vida: a saída de São Chico aos 15 anos; as outras mudanças de cidade (embora desejadas e conscientes); as trocas de emprego; as horas de luta minha e da Julia; a decisão por empreender, etc e tals.  Lembrei que, em todos esses momentos, fui muito acolhida, assim como fui na chegada e na saída de Santos.

Em tempo, reconhecer que temos pontos fracos e refletir sobre como saímos de tais situações nos ajuda a perceber e sentir que somos mais fortes do que acreditamos ser. Sério isso, Magda? Juro procê que sim! Cola nimim.

De verdade, acredito que tais momentos nada mais são do que dicas da vida, do Eu Superior, do Anjo da Guarda, do Buda, de Krishna, de Maria, da voz do além, do que você acreditar, que há outras perspectivas que você precisa enxergar, sentir, vivenciar. De verdade, acredito que precisamos ressignificar a palavra “perdido” para a palavra “oportunidade”, um novo caminho. Aliás, um belo caminho, com belas palavras a serem ditas, com belo momentos a serem vividos! Ressignificar, transformar, mudar, reconhecer, evoluir… Esse quebra de paradigma das nossas crenças só cabe a nós, exclusivamente a nós, e começa de dentro. Assim como também é de nossa responsabilidade criar o mundo ao qual queremos pertencer. O mundo externo e o nosso mundo interno. E isso nos faz mestre de nós mesmos. Demais, né? Vamos juntos!

MF, 15.02.2017.

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