Configurações da Vida

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Tinha tudo para ser uma segunda-feira “boring”… frio, chuva, céu cinza… Maaaaaas, cadê o meu controle onde eu posso ter controle?

Escolhi sentir o frio, a brisa gelada, o frescor da chuva… Também escolhi sentir o calor dos abraços, do fogo, a suavidade de uma planta… Escolhi ainda celebrar as escolhas, as oportunidades, a saúde, a evolução, as conquistas, os amigos, a vida!

Acredito que precisamos conhecer o frio para apreciar o calor, que precisamos conhecer a tristeza para valorizar a alegria, sentir a raiva para entender o perdão… Mas com equilíbrio!!! Vejo amigos extremistas, alguns escolhem viver numa adolescência eterna. Há suas vantagens essa escolha. Muitas ciladas também.

Penso que também podemos e devemos escolher no que mergulhar de cabeça. Explico: desnecessário chegar ao fundo do poço para então não ter outra alternativa senão subir, desnecessário morrer de amor por alguém para descobrir que o amor próprio é o mais importante, desnecessário sofrer para entender que tudo na vida é um presente. Se é fácil? Não, não é. Mas podemos nos “configurar” e, assim, ter mais controle sobre o que permitimos nos afetar e o que não permitimos. É um mix de racionalidade com sensibilidade. Uma questão de hábito também. Costumo dizer que é como deixar o sistema configurado no modo “agir” ao invés de “reagir”.

Esse sistema chama-se coração. Corajosos os que se permitem deixa-lo configurado no modo ação. Felizes os que o configuram no modo gratidão.

Escolhi ter uma segunda-feira divina, um aniversário feliz. E assim foi. Obrigada meus amigos, obrigada mesmo. Vocês ajudam e muito em minhas configurações.

Um beijo cheio de carinho em cada um, meu amor e gratidão a todos.

 

Magda Freitas, terça, 21.06.2016, em constante evolução e reformas, livre e programada para configurações diárias! ; )

Um Café, Chuva, Sol, Pessoas, Vida… Gratidão!

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Era uma segunda-feira, pouco antes das 15h30, horário combinado com um amigo para um bate papo num simpático café da cidade. Coincidentemente, ele também chegou antes. Ironicamente, conseguimos nos desencontrar já dentro do café…

Enquanto o esperava, considerando que algum motivo o fizera atrasar, fiquei contemplando a paisagem urbana do outono curitibano. Em 15 minutos, fez sol, o céu acinzentou, choveu, voltou a fazer sol. Comecei a fazer os cálculos do mês. De repente, uma voz interna: Magda, você não lida mais com orçamento corporativo, desapega! Ainda seguindo um raciocínio inconsciente, lembrei dos esforços (energia e grana) que estão sendo investidos em um novo caminho profissional e considerei oportuno voltar a contemplar a paisagem e observar as pessoas – minha razão de estudo e foco de trabalho há alguns meses.

Algumas corriam da chuva, outras se divertiam, outras pareciam estar indiferentes. Indiferentes ao clima, ao horário, a estação do ano, enfim, provavelmente estavam preocupadas com a sua lista de atividades diárias. Se existe amanhã, se existe guerra civil, vacina gratuita ou inúmeros tons de verde na natureza, parecia não fazer diferença para elas. Reparei também em alguns pássaros e animais de estimação que compunham o cenário. Fiquei me imaginando contar sobre minha “contemplação vespertina” de segunda-feira à minha mãe. Embora seja uma mãe excepcional, voluntária incansável e considerada antenada para a sua geração, possivelmente questionaria se eu estava de folga, adoentada ou se tinha acertado na loto; fui criada para trabalhar duro, mais veloz que o compasso do coração, do raiar ao pôr do sol.  Levaria algumas horas explicando que estou estudando o comportamento das pessoas, o que as motiva, o que as faz acreditar no amanhã, o que as faz somar sua vida à de outra pessoa (algumas ainda dividem), como querem ser reconhecidas, sua missão de vida, o pensam sobre felicidade, qual o significado de paz, o que faz sentido em suas vidas, o que as diferencia, se acreditam no amor como fonte para um mundo melhor e, sendo coach, como posso ajuda-las.

Retornei ao café…, o bate papo, as novidades, as realizações, os cursos, os aprendizados, os sorrisos, as parcerias. Lembrei do desencontro que antecedeu ao encontro…  Se com as melhores das intenções, conseguimos errar e desencontrar, imagina se permitirmos ser absorvidos pela rotina desenfreada, deixando nossa vida seguir no piloto automático?

Uma gratidão imensa por escolher contemplar a vida, por me permitir viver e não apenas sobreviver, pelos desencontros e reencontros, pelas quedas e voos livres, por poder ver as diferentes cores do céu, por sentir a chuva e também o calor do sol. Pelas pessoas que cruzam o meu caminhar e, de alguma forma, me ensinam algo. Não existe alegria, sem passar pela tristeza, mas essa tristeza pode ser menos cinza se estivermos conectados com o nosso Eu Interior e presentes no aqui e agora, ainda que a vida nos presenteie de forma diferente do que esperamos.

MF, 07/06/2016.