Nos últimos 12 meses…

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Nos últimos 12 meses fiz as melhores aquisições: amigos, experiências e viagens dentro de mim….

Algumas pessoas vieram e logo partiram, algumas chegaram como se sempre estivessem por perto, algumas seguiram outros caminhos. Sobre esses, é porque temos valores diferentes, simples assim. Alguns estão distantes, porém sempre presentes. Sou grata a todos pelo aprendizado.

Cada vez mais me interesso pela beleza, a interior, pois a exterior como dizia minha avó é fugaz. Imagina se eu concordaria com minha avó aos 20 aninhos… Continuo enxergando a vida e as pessoas com certa ingenuidade, o que me faz sentir que ainda tenho muito a aprender. Continuo comilona e pra fechar a conta da balança, corro pelas ruas de Curitiba. Alguns amigos dirão que eu bebo bastante também. Penso que é uma questão de referência… Rs

Participei de um livro e lancei um blog. Ambos falam sobre o amor e aspiram a um mundo melhor. Recebo críticas e elogios. Aprendo com ambos. Muito interessante conhecer o ponto de vista das outras pessoas, ao mesmo tempo é confortante saber que algumas viveram experiências semelhantes e que há desafios de todos os tipos e tamanhos.

Sobre experiências, nos últimos 12 meses foram várias… Abusaria da paciência de vocês se escrevesse sobre cada uma… Dentre todas, uma será lembrada enquanto o ar entrar em meus pulmões: a certeza da força e da fragilidade da vida; a certeza que tudo pode mudar do dia pra noite, e da noite pro dia. Amanhã tudo pode estar diferente…  A gente perde o chão, o ar, o fôlego, os sentidos, perde sangue, perde uma vida… Mas não perde a esperança! O ontem já era. Aprendi que se o amanhã é feito do hoje, devemos fazer o nosso melhor hoje! Sejamos felizes hoje!

Também nos últimos 12 meses fui convidada a ser madrinha de casamento e isso encheu meu coração de alegria. Sou fruto do amor e quero que ele sempre vença. Sigo acreditando no amor com todas as minhas forças, estou certa que é a cura do mundo, a receita para um mundo melhor. Estou ciente que sentir como o outro sente, exige paciência, dedicação e amor. Mas vale à pena, aprendi isso também.

Às vezes a insanidade fica ao meu lado e cometo loucuras, algumas são deliciosas. Todo mundo precisa ser um pouco louco, o desafio está em saber o momento adequado para as sandices… Mas louco que é louco não tá nem aí para o “momento adequado”, né? Todo paraíso precisa de certa loucura. Penso que seria chato um paraíso repleto de pessoas metidas a “certinha”. Fujo delas. Se eu fosse você, fugiria também.

De vez em quando fecho os olhos e ouço o barulho do mar. Muitos anos passaram e ainda sinto falta de ouvi-lo e admira-lo diariamente. Preencho a saudade admirando as araucárias, os parques e fazendo meditação. A lua me seduz e ao invés de catar conchinhas da praia, conto as estrelas. É preciso saber se adequar… Sou feliz também com o céu do Paraná.

Caminhos que percorri? Vários… O mais desafiador é aquele entre a cabeça e o coração. Tenho certeza que quanto menor a distância entre eles, maior será a felicidade. Sentir com o coração aberto baseada em fatos e vivências, sem ser vítima, algoz ou deusa. Enquanto não cruzo a linha de chegada, sinto o vento do caminho, sinto frio na barriga e o rubor das emoções. Sou feliz também com os altos e baixos do meu percurso.

Nos últimos 12 meses reforcei aquela máxima de que não se faz “omelete sem quebrar os ovos”. Ou seja, processos de transformação podem vir acompanhados de alguma dor, mas o resultado é sempre positivo. Passada a experiência da dor, a gente consegue concluir que omeletes são ainda mais deliciosos sem casca de ovo, a dor é válida quando se trata de evolução. E tem outra lição: não deixe outra pessoa mexer no seu omelete, todos os “nós” e laços quem fazemos somos nós. Podemos compartilhar ou pedir ajuda, mas depender do aval de outra pessoa, mesmo que seja da família, corre-se o risco de ver o tempo passar. E ele passa mesmo!

O poder da mente é incrível, o poder de um abraço também. E se tiver um cafuné, a gente se reergue ainda mais fortalecido, não é verdade? Sinto que estou cada ano mais forte, sinto também que estou mais sensível. Sensível para o “sentir”, mais do que o ouvir, ver ou falar. Egoísmo de vez em quando ronda, mas eu sou humana. Continuo fugindo das tentações, mas agora fujo bem devagar. De modo que elas me alcancem e então, me entrego.

Às vezes sinto como se tivesse 21 anos, com medos semelhantes daquela época, desejos e sonhos também. Parece que o tempo não passou para algumas coisas. Meu pai costuma dizer: gostaria de ter a experiência dos meus 70 anos aos 20 anos, então ele mesmo conclui: mas daí não teria graça, né? Não sinto vontade de voltar no tempo, jamais, o que quero dizer é que o desejo de ser agente transformadora para um mundo melhor e de ser feliz tem a mesma força de quando eu tinha 21 anos, de quando eu tinha 15 anos, de quando eu tinha 5 anos. Talvez sentir assim seja o tônico da juventude! Será?

42 anos passaram e eu estou em construção. Sempre em reformas. Que o aprendizado dos próximos 42 anos seja doce, prazeroso e divertido. Que eu siga com fé, sensível, amorosa e com divertidas tentações. E que eu consiga cada vez mais, aprender, ensinar, sorrir, sentir e amar. Sempre! Assim será!

MF, 18.06.2015 (na contagem regressiva para às 00h30m do dia 20.06.2015)