10 Meses de Blog! 10 Meses de Energia!

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E passaram 10 meses de blog.

30 textos publicados, um pouco mais de 3000 visualizações.

Não sonhava ser blogueira, sonho de verdade eu tenho um: fazer um mundo melhor. Como fazer? Tenho varias formas. Uma delas: a escrita.

Meus textos são, na maioria, uma auto referência, não com o intuito de exposição, mas sim com o desejo de compartilhar vivências e sentimentos e dizer “ei, somos todos um, o que afeta você, afeta a mim também, então vamos juntos, e vamos construir um amanhã melhor”.

Brinco com os amigos que internet é coisa do “demo”, porque a gente encontra de tudo por aqui. Mas como tudo também tem o lado bom, a internet também deixa o mundo pequeno.

As visualizações vêm de diversas partes do mundo. Fantástico isso!

De São Chico para o Mundo!!!

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Os números são humildes, eu sei. Mas é exatamente o valor que eu visualizava há 10 meses!!!

Mas se pensar que, em 10 meses, 3000 visualizações, média de 300 visualizações por mês, média de 10 visualizações por dia. Então, vamos lá, se de 10 pessoas, 1 sentiu-se tocada e em algum momento, mudou sua conduta, já terei ganho meu dia. É um trabalho de formiguinha, mas um feito muito digno e, mesmo pequeno, me deixa muito feliz.

Então é isso, hoje não tem texto, apenas um agradecimento pela companhia no blog, pelos e-mails (mailto: magdajf@hotmail.com), pelos feedbacks, pelo apoio, pelo carinho… É uma delícia sentir a energia que vem junto com os comentários e e-mails. É injusto citar nomes, porque a lista de agradecimentos que fiz no dia da inauguração do blog (vejam o texto E NASCEU O BLOG, SEJAM BEM VINDOS), graças a Deus, já aumentou!! Há mais pessoas em meu coração…

Vamos na luz… Sintam meu “upa”!

Namastê!

Magda

Chico… Demos um Voto de Confiança!

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Há uma semana uma amiga enviou uma mensagem sobre uma família de 7 cachorrinhos que havia sido encontrada em uma caixa na beira do asfalto. Disse que a pessoa que os encontrou, mal tinha para o próprio sustento. Pediu se eu podia ajudar com ração, perguntou também se eu gostaria de adotar algum. Respondi: imagina, já disse vários “não” para situações semelhantes, moro em apartamento! Como essa mesma amiga havia ajudado na divulgação de um lindo labrador fugitivo há alguns meses, resolvi retribuir a gentileza levando, além de ração para a família canina, uma cesta básica para a família que o encontrou. Peguei o endereço e confirmei minha visita no dia seguinte.

Acordei no domingo pela manhã com fotos da família de cachorrinhos… De cara, me encantei com o marronzinho. Passei o dia dizendo pra mim mesma: Contenha esse coração, sua maluca, você mora em apartamento! O dia estava lindo e confesso que fiquei arrumando coisas a fazer, protelando minha prometida visita. Dentro de mim já sabia o que ia acontecer. Então, passei o dia “brigando” comigo mesma. Resolvi fazer meu treino de corrida e ir vê-los logo em seguida. Era minha última desculpa… Pensei, chego lá, descabelada, com cara de tender assado, salgada de suor. Cachorro algum irá me querer!

Domingo, final de tarde, bairro Sitio Cercado, aí vou eu! Num determinado momento, o celular avisou “sinal de GPS perdido”. Teimosa pensei: Agora eu acho essa família na raça, depois me viro para voltar pra casa! Após quase 1 hora rodando por um bairro que eu não conhecia, parando, perguntando, xingando o celular, resolvi parar e pedir ajuda a São Francisco de Assis. “Meu camarada, tu que gostas de bicho, me ajuda? Daqui a pouco, escurece e a vaca vai pro brejo, eu não sei mais onde estou. Quebra mais esse galho pra mim?!”. Nervosa, abaixei a cabeça, abracei o volante e depois de respirar profundamente, vi a alguns metros pra frente, uma humilde placa: doam-se filhotes.

“Oi, tudo bem, vim entregar umas coisas e estou com pressa.” Como é incrível a nossa capacidade de fuga… Avistei a família canina e fui fazer um carinho neles. O marronzinho era o mais tímido, na dele… Perguntei se ele estava machucado e o homem respondeu: esse é o mais medroso, acho que ainda tá assustado por ter ficado na rua. Me despedi, numa mistura de tristeza e felicidade. Sentindo-me cruel e forte ao mesmo tempo. “Ninguém mais dobra esse coração já sofrido; Mas e se dobrar, que mal há; Justo eu que defendo tanto o amor; Que acredito que o amor faz o mundo melhor; Não, de novo, não.” Um turbilhão de pensamentos e sentimentos contraditórios enquanto eu caminhava até o carro. Então, olhei pra trás, meio de rabo de olho e avistei-os novamente. Todos brincavam e o marronzinho era o único que ainda me olhava… Voltei, fui em sua direção e, emocionada, perguntei: O que você acha de eu te ajudar a enfrentar seus medos e você me ajudar a enfrentar os meus? Se sim, me dê algum sinal. Esperava que ele latisse, rosnasse, abanasse o rabo, sei lá, coisas de cachorro, sabe? Ele veio em minha direção e estendeu sua magrela patinha, como se dizendo: tá esperando o que, vamos nessa? Peguei-o no colo. O homem olhou pra mim e disse “obrigado, Deus te abençoe”.

É errado dizer que adotei o Chico, porque ele também me adotou. Desde então, ele tem me mostrado que entregar-se (quantas vezes a vida proporcionar) ao coração, com ou sem medo, é a melhor coisa do mundo! Estamos aprendendo várias outras coisas, que irei dividir por aqui, aos poucos… Os amigos estão me ajudando com dicas, com presentes, com demonstrações de carinho ao Chico. Antes eu chegava ao trabalho e perguntavam, “e aí, tudo bem?”. Agora é assim: e aí, como está o Chico? Você ainda está aqui? Já passam das 19h e o Chico tá te esperando. O Chico chorou essa noite? Tenho tapetes higiênicos para o Chico. Manda foto do Chiquinho pra mim? Minhas primas escrevem “como está o nosso priminho?”. Aceito com gratidão todo esse afeto. Quem agrada meus bichos, agrada a mim também. E viva a Maria e o Deva, também moradores da minha casa. Meus lindos periquitos comedores de pipoca, tomate, ovo, alface e alpiste! Puxaram quem? Rsrs

Assim como o Chico “disse” pra mim, eu escrevo pra vocês: Vamos nessa? Há muita vida para se viver… Acreditem em si mesmos. Digam àquela criança que um dia todos nós fomos e volta e meia retorna cheia de medo em nossa vida, que é possível. Perdoem-se. Fortaleçam-se. Libertem-se do que não é de vocês, sentimentos, pensamentos, medos, desejos. Lambuzem-se de coragem, de muitos primeiros passos, de fé, de sorrisos e alegria. Eu fui até o Chico. Chico, corajosamente, caminhou ao meu encontro. Estamos honrando essa confiança. E estamos felizes!!! ❤

Beijo em todos!

MF, 25.07.2015

A Rua Com Nome do Meu Avô <3

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Sempre tive curiosidade em saber a história das pessoas que se tornam nomes de ruas. Alguns nomes são célebres da história do nosso país, do mundo. E os demais?

Recebi essa foto no final da tarde de hoje logo após essa placa ter sido colocada na praia de Itajuba, município de Barra Velha, SC. Chorei muito! Chorei de alegria, de emoção, de orgulho, de saudade… Plácido Manoel de Freitas é pai do meu pai, meu avô amado!

Homem simples, sorridente, estiloso. Lembro dele vestindo calça social, camisa social e kichute!!! Generoso, agregador (sempre recebendo alguém para tomar café, almoçar, jantar… ano novo na casa dele era casa cheia de gente que eu não conhecia), das “antiga” (vi muitas vezes minha avó lavando os pés dele), gostava de um baile que só ele (acabo de reconhecer donde vem minha queda por Carnaval… sim, eu pulei todas as noites de Carnaval dos 15 aos 35 anos, então me aposentei, rs… esses dias pensei “nem meu pai nem minha mãe gostam de carnaval, por quem puxei?”, acabo de saber a resposta).

Ele tinha um comércio de “secos e molhados” no estilo que alguns barzinhos hoje tentam imitar e que, provavelmente, ainda existe em varias cidades do nosso país. Tinha vários bichos, muitos filhos e incontáveis histórias de pescador. Depois do seu último derrame, era difícil entender ele falar, mas ele continuava contando suas histórias e estórias, ria de si mesmo… Acabávamos rindo todos!

Não vou saber contar detalhes de tudo que ele fez pela sua comunidade, pela sua cidade, mas sei o que ele fez por mim. Quantas férias, quantas festas eu passei com ele. Homem de fé, rezava o terço e benzia os netos. Colocava um espelho no fundo da sua casa (aqueles de bordinha laranja, sabe?) e lá fazia a barba; no reflexo do espelho, seu rosto e o mar de Itajuba). Olhava o mar e dizia “maré enche, maré vaza”; qualquer analogia com a nossa vida não é mera coincidência, não é mesmo? Era uma alegria vê-lo sorrindo chegando à beira da praia com seu barquinho. Ano novo, depois da meia noite, carregava os netos para pular ondas. Meu Deus, eu faço isso até hoje!

Difícil continuar escrevendo… A emoção é grande… Mas redigindo esse post, estou reconhecendo quanto dele há em mim. Muita gratidão, meu avo! Quero conseguir transmitir seus valores por onde eu passar… Sei que você e a vó, junto com alguns primos e tia, estão comemorando a placa com o seu nome, aí no céu… Te amo, muita saudade. ❤

Curitiba e eu… Lá se vão 20 anos!

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1995 – 2015 – 20 anos!!!
Tenho mais tempo de vida em Curitiba, do que em São Caetano ou São Chico.

Lembro de quando cheguei… Adorava ir aos Parques, passei meses conhecendo, visitando e revisitando cada parque. Ainda tenho a impressão de que curitibano não valoriza tanto os seus parques como quem vem de fora. Depois comecei a participar das corridas de rua da Prefeitura, um mês em cada bairro… E lá ia eu conhecendo Curitiba… Não fazia diferença o meu tempo na corrida, pois além da atividade esportiva, meu objetivo também era descobrir os encantos da cidade, porque Curitiba é incrivelmente intrigante e eu sou adepta do “quero chegar lá, mas tenho que curtir o caminho ou não valerá a pena”. E lá ia eu, despretensiosamente, correndo pelas ruas e desbravando Curitiba…

Fui importada de SC, mas nada é ao acaso. Em meu balanço de 20 anos, muito aprendizado, pessoas especiais, lugares lindos, renovações, realizações. Turma das corridas, das especializações, dos trabalhos, Deeksha, Apometria, Reiki, Temazkal, Ayurveda, Pro Vida, dança flamenca…
Sangue paulista, alma catarinense e 20 anos de Paraná!

Obrigada Curitiba, obrigada Paraná. Vamos que vamos! Que essa relação seja eterna enquanto for boa pra ambos…

Bem Vindo ChiCÃO!!!

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Fiquei pensando se falar do Chico tem a ver com o blog…

Siiiiim… tem tudo a ver… animais são puro amor!!!!

Então deixa eu contar como começou nossa história: Esse cãozinho foi encontrado em uma caixa na beira do asfalto junto com 6 irmãozinhos. Domingo, 19 de julho, depois de algumas ligações tentando ajudá-los, não resisti e trouxe um.
Batizei de Francisco, o nome do Papa e do Santo que gosto muito.
Juntem-se a mim no envio de ótimas vibrações e nas boas vindas ao ChiCĀO!!!
♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡

Seres Especiais… <3

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Estava refletindo sobre pessoas especiais, na verdade, estava refletindo sobre o que é ser especial, como é ser especial, pra que ser especial, o que fazer para ser especial…

Admiro as pessoas que fazem, acontecem, pintam, bordam e são exemplo, nos inspiram de alguma forma. São especiais porque, mesmo que não saibam, mesmo distantes, mesmo que não estejam em nosso rol de pessoas próximas, mesmo que não sejam nosso facefriend, nos instigam a fazer o melhor e melhor, a pensar e enxergar diferente. Papa Francisco é super super especial!

Há outras pessoas, não populares como o Papa Chico, que também são inspiradoras. Fiquei ausente da academia por um tempo. Voltei esses dias e reencontrei uma catadora de lixo que sempre cruzava no caminho. Ela vindo e eu indo… Como das outras vezes, nos cumprimentamos, trocamos sorrisos, uma cumplicidade silenciosa, mas acolhedora. Ainda não sei seu nome, mas ela é sorridente, firme e meiga. Hoje, especialmente, achei-a linda, apesar do corpo e rosto judiados. Consegui enxergar a sua feminilidade, disfarçada no seu espírito guerreiro. Ela também é super super especial!

Depois de reencontrá-la no início da manhã, fiquei pensando em outras pessoas especiais, aquelas que são especialmente especiais. Isso mesmo! Aquelas que estão no nosso lado, no dia a dia, na labuta da vida… Que estão com a gente quando nem nós conseguimos nos suportar, que esfregam em nossa cara as nossas virtudes e qualidades quando nos esquecemos delas, aquelas que se dedicam em nos ouvir, nos entender e nos aconselhar, aquelas cuja presença ainda que silenciosa (ou não), é muito aconchegante. Aquelas cuja presença faz diferença, mas nem sempre nos damos conta disso. Especiais também porque conseguem extrair o nosso melhor e nos amam e querem bem mesmo com nosso combo: defeitos, limitações e fraquezas.

Pessoas assim são especiais porque sempre tem um jeitinho (especial, é claro) de nos fazer sentir, mesmo em meio às atribulações diárias, mesmo no tumulto dessa vida doida varrida, também especiais! Pessoas assim são super super super super super especiais! Quero sensibilidade para reconhecê-las, quero humildade para valoriza-las, quero amor pra tê-las sempre por perto.

MF, 17.07.2015

Novos Livros, Novas Histórias, Novos Enredos…

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Já vivi agarrada ao livro que havia começado com um lindo prefácio… Custei a entender que aquela história (com um lindo prefácio) havia terminado, porque todas as histórias tem começo, meio e fim. O que a gente se pergunta é sobre a duração das histórias, dos ciclos… Para algumas pessoas, os ciclos duram uma vida, para outros uma primavera, para alguns vários carnavais… Não se torture com isso. Os ciclos duram o tempo que tem que durar!

Faltava coragem para fechar o livro, me privava de novas leituras, preferia a comodidade daquela história, da qual eu conhecia o enredo… Era quase um pacto com o sofrimento e, para sofrer menos ou teimar que não sofria, eu lembrava do belo prefácio, o que fazia que eu me enganasse por mais algum tempo… Fui entendendo que estava conformada, digo, com forma, formatada, programada. Iludia-me com uma liberdade, que no fundo não existia. Afinal eu estava presa à leitura do lindo prefácio, que já não fazia mais sentido no livro da minha vida.

Fui programada para viver uma única história, pensava eu… A igreja vai dizer que sou pecadora, a família vai me isolar, alguns amigos irão me abandonar e muitos irão me julgar… A culpa me rondava, o medo me paralisava…

Mas a vida é doce, acreditem, e vai mostrando, que há novas histórias, novos livros, novos enredos… Dá-nos a oportunidade de recomeçar, quantas vezes forem necessárias. Fui ficando sensível aos sinais e deixando me seduzir… Criei coragem. Me joguei, me atirei, me permiti olhar o novo. Recomecei. Às vezes, lágrimas escorrem, apenas pela emoção de querer mais… Isso é viver!”

Do livro ‘O Amor e Um Mundo Melhor, página 9’.

Nos últimos 12 meses…

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Nos últimos 12 meses fiz as melhores aquisições: amigos, experiências e viagens dentro de mim….

Algumas pessoas vieram e logo partiram, algumas chegaram como se sempre estivessem por perto, algumas seguiram outros caminhos. Sobre esses, é porque temos valores diferentes, simples assim. Alguns estão distantes, porém sempre presentes. Sou grata a todos pelo aprendizado.

Cada vez mais me interesso pela beleza, a interior, pois a exterior como dizia minha avó é fugaz. Imagina se eu concordaria com minha avó aos 20 aninhos… Continuo enxergando a vida e as pessoas com certa ingenuidade, o que me faz sentir que ainda tenho muito a aprender. Continuo comilona e pra fechar a conta da balança, corro pelas ruas de Curitiba. Alguns amigos dirão que eu bebo bastante também. Penso que é uma questão de referência… Rs

Participei de um livro e lancei um blog. Ambos falam sobre o amor e aspiram a um mundo melhor. Recebo críticas e elogios. Aprendo com ambos. Muito interessante conhecer o ponto de vista das outras pessoas, ao mesmo tempo é confortante saber que algumas viveram experiências semelhantes e que há desafios de todos os tipos e tamanhos.

Sobre experiências, nos últimos 12 meses foram várias… Abusaria da paciência de vocês se escrevesse sobre cada uma… Dentre todas, uma será lembrada enquanto o ar entrar em meus pulmões: a certeza da força e da fragilidade da vida; a certeza que tudo pode mudar do dia pra noite, e da noite pro dia. Amanhã tudo pode estar diferente…  A gente perde o chão, o ar, o fôlego, os sentidos, perde sangue, perde uma vida… Mas não perde a esperança! O ontem já era. Aprendi que se o amanhã é feito do hoje, devemos fazer o nosso melhor hoje! Sejamos felizes hoje!

Também nos últimos 12 meses fui convidada a ser madrinha de casamento e isso encheu meu coração de alegria. Sou fruto do amor e quero que ele sempre vença. Sigo acreditando no amor com todas as minhas forças, estou certa que é a cura do mundo, a receita para um mundo melhor. Estou ciente que sentir como o outro sente, exige paciência, dedicação e amor. Mas vale à pena, aprendi isso também.

Às vezes a insanidade fica ao meu lado e cometo loucuras, algumas são deliciosas. Todo mundo precisa ser um pouco louco, o desafio está em saber o momento adequado para as sandices… Mas louco que é louco não tá nem aí para o “momento adequado”, né? Todo paraíso precisa de certa loucura. Penso que seria chato um paraíso repleto de pessoas metidas a “certinha”. Fujo delas. Se eu fosse você, fugiria também.

De vez em quando fecho os olhos e ouço o barulho do mar. Muitos anos passaram e ainda sinto falta de ouvi-lo e admira-lo diariamente. Preencho a saudade admirando as araucárias, os parques e fazendo meditação. A lua me seduz e ao invés de catar conchinhas da praia, conto as estrelas. É preciso saber se adequar… Sou feliz também com o céu do Paraná.

Caminhos que percorri? Vários… O mais desafiador é aquele entre a cabeça e o coração. Tenho certeza que quanto menor a distância entre eles, maior será a felicidade. Sentir com o coração aberto baseada em fatos e vivências, sem ser vítima, algoz ou deusa. Enquanto não cruzo a linha de chegada, sinto o vento do caminho, sinto frio na barriga e o rubor das emoções. Sou feliz também com os altos e baixos do meu percurso.

Nos últimos 12 meses reforcei aquela máxima de que não se faz “omelete sem quebrar os ovos”. Ou seja, processos de transformação podem vir acompanhados de alguma dor, mas o resultado é sempre positivo. Passada a experiência da dor, a gente consegue concluir que omeletes são ainda mais deliciosos sem casca de ovo, a dor é válida quando se trata de evolução. E tem outra lição: não deixe outra pessoa mexer no seu omelete, todos os “nós” e laços quem fazemos somos nós. Podemos compartilhar ou pedir ajuda, mas depender do aval de outra pessoa, mesmo que seja da família, corre-se o risco de ver o tempo passar. E ele passa mesmo!

O poder da mente é incrível, o poder de um abraço também. E se tiver um cafuné, a gente se reergue ainda mais fortalecido, não é verdade? Sinto que estou cada ano mais forte, sinto também que estou mais sensível. Sensível para o “sentir”, mais do que o ouvir, ver ou falar. Egoísmo de vez em quando ronda, mas eu sou humana. Continuo fugindo das tentações, mas agora fujo bem devagar. De modo que elas me alcancem e então, me entrego.

Às vezes sinto como se tivesse 21 anos, com medos semelhantes daquela época, desejos e sonhos também. Parece que o tempo não passou para algumas coisas. Meu pai costuma dizer: gostaria de ter a experiência dos meus 70 anos aos 20 anos, então ele mesmo conclui: mas daí não teria graça, né? Não sinto vontade de voltar no tempo, jamais, o que quero dizer é que o desejo de ser agente transformadora para um mundo melhor e de ser feliz tem a mesma força de quando eu tinha 21 anos, de quando eu tinha 15 anos, de quando eu tinha 5 anos. Talvez sentir assim seja o tônico da juventude! Será?

42 anos passaram e eu estou em construção. Sempre em reformas. Que o aprendizado dos próximos 42 anos seja doce, prazeroso e divertido. Que eu siga com fé, sensível, amorosa e com divertidas tentações. E que eu consiga cada vez mais, aprender, ensinar, sorrir, sentir e amar. Sempre! Assim será!

MF, 18.06.2015 (na contagem regressiva para às 00h30m do dia 20.06.2015)