E nasceu o blog! Sejam bem vindos!

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Escrevo há anos, mas não tinha apoio para divulgar, nem mesmo quem se dispusesse a ler meus textos… Primeira lição aprendida: o apoio é importante, mas não deve ser a força motriz para o primeiro passo.

Na sequencia, uma revisão pessoal enorme, transformação de dentro pra fora, cheia de alegrias, descobertas, dores, e mais aprendizado. Compondo o cenário, sentimentos de tristeza e decepção decorrentes do fim de um casamento. Durante todo esse período, a escrita sempre foi minha companheira. Era uma forma de exteriorizar tudo o que estava sentindo e vivenciando. Em alguns momentos, como uma autoajuda, um auto convencimento de que, se eu conseguia escrever, conseguiria também “dar a volta por cima”. Eu me contagiava de mim mesma, da minha fé, da minha espiritualidade e da minha sede por uma vida nova. Da mesma forma, uma distração, porque em período de recomeço e descobertas, faz parte pagar alguns micos e passar alguns apuros… Ulala… Outro aprendizado: mesmo os momentos ruins tem o lado bom e, com certo esforço, pode ser cômico. Como beijar e tentar abraçar as paredes do seu novo apartamento (vaziozinho, sem uma almofada sequer e com lâmpadas apenas em alguns cômodos) e depois bailar sozinha por ele, cantarolando, brindando a liberdade. Libertei-me do que eu permitia não me fazer bem.

Então vieram as redes sociais (porque minhas escritas são anteriores ao falecido Orkut e ao facebook) e naturalmente eu postava algumas coisas. Misturava trechos de livros que eu estava adorando ler com algumas coisas de autoria própria. Para minha surpresa e imensa alegria, comecei a ter retorno. Alguns escreviam inbox, alguns comentavam pessoalmente quando me encontravam, alguns comentavam no próprio post. Era um movimento muito gostoso e me proporcionava enorme prazer.

Continuando o processo de revisão pessoal (audácia dizer evolução?), que não páro e considero saudável nunca parar, uma vontade enorme de escrever não apenas expondo sentimentos e provocando reflexões, mas textos, pensamentos e poemas que contribuam para um mundo melhor, mais feliz, mais digno, mais humano. Como uma corrente do bem, uma corrente do amor! Parece utópico, talvez seja talvez não. Na verdade, acho que sou uma pessoa utópica. Outro dia escrevo mais sobre meus desejos e sonhos fantasiosos.

Voltemos à vontade de escrever, esses dias me rendi (esses dias mesmo, pois não chega a fazer 2 meses), dobrei os joelhos e roguei: “Senhor, eu tenho um plano pra nós, farei a minha parte e gostaria da sua ajuda. Tenho o propósito de contribuir para a transformação do mundo através da minha escrita, porém não sei por onde começar, nem qual caminho seguir para chegar até esse propósito, me dá uma luz?” Minha conversa com Deus durou horas, uma vez que os outros dois pedidos eram também muito importantes e tão complexos quanto (rs). Sabia que a resposta Dele viria através de pessoas e sinais/mensagens, bastava que eu tivesse sensibilidade para captá-los. Fazendo a minha parte no pacto efetuado, me inscrevi em alguns cursos de comunicação e, por recomendação, comecei a estudar os blogs. Fuçando na internet, fui parar no blog de uma catarinense (tinha que ser!) que comentava sobre seu desejo de escrever um livro, que seu sonho era contribuir para um mundo melhor e que naqueles dias havia sido contatada pela editora que sonhava publicar. Naquele momento, algumas coisas vieram à minha mente: não estou sozinha; meu propósito não é tão utópico assim; recebi um sinal! Sinal de que estava no caminho certo.

Alguns dias depois, uma amiga* me procurou dizendo que tinha acabado de ler um dos meus textos e questionou se eu gostaria de fazer parte de um livro. Em caso positivo, que eu enviasse alguns textos para passar por uma aprovação. Escolhi alguns, enviei e naquela noite, uma nova conversa: “Papai do Céu, tamo junto, né? Firmes na parceria? Se for bom para mim e todos os envolvidos, peço que aceite e abençoe o meu pedido. Entrego em Tuas mãos…” Adormeci conversando. Acordei, sem despertador, um pouco mais cedo que o habitual e sentindo uma paz não comum para o meio da semana. Uma certeza na alma: eu havia sido embalada por Deus.

Hoje, 14.10.14, inauguro meu blog. Mês que vem, o lançamento do livro. Começo a acreditar que não sou tão utópica assim.

O título, não definido por mim, do livro que farei parte? Anjos e Arcanjos. Não acredito em coincidências…

Alguém duvida que meus outros 2 pedidos serão atendidos?

Sejam muito bem vindos!

Meu amor e gratidão a todos,

Magda

Agradecimentos especiais: Deus, meus pais, meu irmão, Adriana Izabel Fiorese (comentarista assídua), Aline Castro (referência profissional), Ana Claudia Vieira (terapeuta, apresentou e viajou comigo pelo fantástico mundo do Brainspotting), Andre Buckeridge (fez o primeiro comentário), André Pinheiro (fez o segundo comentário), Andrea Juste Passos (sempre disposta a me fazer sorrir), Anna Maranhão (apresentou à terapia), Beatriz Paslar (amigona, afilhada e minha torcedora fanática), Carol Zani (minha referencia profissional, ainda que ela não tenha a menor ideia disso), Cassia Nunes (prima e reikiana preferida), Claudia Luiza Banzer (parceira, guerreira e transcendental feito eu), Dri Gonçalves (comentarista assídua), Elaine (promovendo muitas curas com a apometria), Ely Dolores Martini (parceiraça dos tombos, risos e saltos), Elziane Cazurra (irmã de alma e mestra em chás), Gislayne Muraro Guimarães (acreditando e apostando em mim todos os momentos),*Katia Velo (madrinha desse blog, abrindo portas para esse mundo novo), Jaqueline Miranda (irmã de alma e palpiteira oficial), Jeruza Freitas Weber (prima e puxa saco oficial), Irene Ferreira do Prado (amiga, irmã, mãe, filha, um anjo em minha vida), Magnus Freitas (primo poeta), Marcelo Dalla (ser de luz e astrólogo especial), Mario Freitas (tio e meu filósofo predileto), Masé Pinheiro (minha professora em uma das pós e de lá pra cá, parceira de longas conversas e vinho), Nadia Freitas Millet (prima e faz parte do cordão dos puxa sacos), Sócrates Vituri (ensinou conceitos importantes da neurolinguística), Rejane Rupp (amiga cometa, haha), Rita de Cassia Hann Leite (amiga de infância e comentarista assídua), Sueli do Rocio (minha mãe curitibana, amiga, irmã, fiel escudeira e protetora), Tatiana de Aben Athar (quem leu meu primeiro texto há longos anos), Yamara Lima Pereira (anjo em forma de ser humano), Zankara Pozzoni (presentou anos atrás com a sementinha da felicidade em uma nova carreira) e todo mundo que leu até aqui e me envia energia positiva e está se sentindo contagiado pelo desejo de contribuir para um mundo melhor.

 

Meu CV Atualizado

CV

Administradora, metida à corredora, fotógrafa e agora, escritora. Qual o meu tempo numa corrida de 10 km? Quem me conhece, sabe que meu objetivo é cruzar a linha de chegada em perfeitas condições físicas, o relógio monitora apenas meus batimentos cardíacos, já não tenho mais pressa de chegar. Se não puder curtir o percurso, não serve pra mim. Minhas prioridades são outras. Para minhas fotos, Nikon ou Cannon? Capaz! Tiro fotos usando meu celular velho e acredito que ainda ganharei um concurso de foto.

Hora extra apenas em casos excepcionais, pois já trabalhei muito, muito mesmo e já fui penalizada na mesma proporção  por não dar a devida atenção à minha vida pessoal. Apaixonada por esportes e amante do mar. Confesso que sofro se fico muito tempo longe dele. Tenho um financiamento da Caixa Econômica, mania de limpeza e uma bicicleta que meu avô me deu quando eu tinha uns 12 anos. Não tem mais pneus nem “correia”. Está na casa dos meus pais e fico furiosa quando eles sugerem doa-la para um ferro velho. Penso em comprar outra bicicleta, mas receio ser atropelada, pois eu sou muito desligada.

Adoro flores e plantas de todo o tipo. Tenho muitos cremes, óleos e cosméticos. Herdei da minha avó, o gosto pela flora e pelos cremes. Gosto de bichos, em especial, cachorros e passarinhos. Algumas coisas aconteceram muito cedo em minha vida. Outras tarde. Outras ainda não aconteceram. Filha única durante muitos anos sonho com almoço de domingo com muita gente, sonho com uma casa com plantas, cachorros, viveiro grande de passarinhos e, pelo menos, dois baixinhos me chamando “manhêêêêêêê”. Sou boa com números, como minha mãe; sou boa com pessoas, como meu pai. Parei de falar palavrão para dar bom exemplo ao meu irmão, mas ele cresceu e hoje fala umas gírias, que fico com vergonha de perguntar o significado. Sou durona no meu trabalho e derretida com os meus amigos. Às vezes choro sozinha, às vezes choro em público, às vezes engulo o choro.

Nasci em SP, fui criada em SC e ganho meu pão de cada dia no PR. Costumo hibernar no inverno. Sou são paulina e estou com 3 livros na cabeceira da minha cama. Um de cada estilo, peculiaridade dos geminianos. Aos 15 anos tive um tipo de hepatite e por isso não sou doadora de sangue. Mas sou doadora de medula e no porta luvas do meu carro, há uma declaração autorizando a doação de todos os meus órgãos. Tenho vasta vivência em admirar o por do sol e um pouco de conhecimento em dança flamenca e castanholas. Sinto fortemente os sintomas da TPM, fico muito braba, um pouco sensível e insuportável às vezes. Costumo falar sozinha e, eventualmente, com seres sem vida, como notebook, geladeira e máquina de xerox. Já tive domínio da língua inglesa, conhecimento avançado em italiano e espanhol. Hoje me esforço para não cometer nenhum deslize com a língua portuguesa. Mantenho uma relação amigável com o fogão, sou esforçada nessa relação e fico feliz da vida quando acerto na cozinha. Espero o meu aniversário e o Natal como uma criança. Gosto pra caramba de chocolate.

Acredito que o amor cura tudo e é o remédio do mundo. Sou amiga de Deus e penso que quem ainda não se aproximou Dele, não tem um amigo de verdade.  Sou boa ouvinte. Sou desastrada, do tipo que tropeça em nada e cai feito fruta madura. Sou tímida, mas basta eu me sentir à vontade para falar mais que a boca. Vocês conhecerão mais de mim em meus textos. Aliás, sobre eles – os textos – logo terei novidades. Prazer, sou Magda Freitas!

MF, 10.10.2014

 

Saltando para o Novo

salto

A parte dessa história que eu nunca contei…

– Magda, vou contar até 3, você larga a mão e saltamos, ok?

– Uhum

– 1, 2, 3… … … … … … … … Magda solta!!!

– Eu tenho medo!

– Precisamos ir!

– Eu tenho medo!

– Confia em mim e vamos, não temos mais tempo…

A palavra “confia” tocou fundo. Então eu saltei para a experiência mais alucinante da minha vida!!!

Quem nunca deixou de “saltar” pelo medo de encarar o desconhecido? Quem nunca deixou para a última hora para tomar uma decisão? Quem nunca esperou a água bater na bunda, talvez chegar até o pescoço, para mudar de vida? Quem nunca achou que o conhecido é mais seguro? Quem nunca teve medo de abraçar o desconhecido, mas sentou à mesa com o algoz diversas vezes? Atire a primeira pedra quem nunca…

Quem já confiou num desconhecido e hoje tem uma relação tão próxima como se fossem “amigos de maternidade”? Quem já confiou num eterno confiável conhecido e teve aquela decepção que o arrebentou por dentro?

O ‘x’ da questão é que até então, não paramos para pensar sobre o quanto o desconhecido pode ser mais interessante, mais acolhedor, mais digno e nos fazer de verdade, felizes. Até porque se estamos com vontade de saborear o desconhecido, é sinal de que ele já estava em nossa mente e coração, e não é tão desconhecido assim… Ficamos presos a um presente ou a um passado, sem levar em conta que nosso salto pode nos proporcionar aquele brilho no olhar, aquela paz no coração, aquele aconchego na alma.

Pra que esperar o ano novo, o mês novo, o amanhã? Permita-se saltar hoje… Entregue-se!

Pode ser uma nova carreira, um novo emprego, nova cidade, novo romance, nova opção de vida… Ter ou não filhos, arriscar um novo projeto, voltar a estudar, mudar de curso, desistir, tentar outro, iniciar… Não nos contentemos com o ‘mais ou menos’, com o morno, com o que não está de acordo com os nossos valores, com algo que não se sustenta em longo prazo. Curto prazo apenas se for por estratégia.

Não espere o tempo ser o seu limitador, não deixe que decidam por você. O verdadeiro poder é de quem ousa… Ousa ouvir o seu coração e o segue. Permita-se sentir.

Certamente eu saltarei outras vezes. Sabe o que vou dizer ao instrutor da próxima vez? Não vamos perder tempo contando até 3, eu estou pronta! Aprendi que o medo dura o tempo suficiente e necessário para sentir aquele delicioso frio na barriga…

MF, 08.10.2014

 

Ser Sensível

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Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. Esse jeito de ouvir além dos olhos, de ver além dos ouvidos, de sentir a textura do sentimento alheio tão clara no próprio coração. Sentir até doer ou até fazer cócegas na alma. E sorrir ou chorar junto com toda a sinceridade. Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada. Esse amor tão vívido em um mundo em que a maioria parece se assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza. Este desejo imenso de ser feliz e que todo mundo também seja. Escandolasamente, divinamente feliz. Essa incapacidade de não se admirar com o grandioso que também está na simplicidade. O exercício diário da compaixão e do amor. Amor pela natureza, pelos animais, pelos amigos que, por motivos diversos, estão percorrendo outros caminhos, pelos que chegam e pelos que ainda hão de chegar. Amor por todas as minhas relações. O aprendizado que vem com as circunstâncias, que vem com o viver, com a entrega para a vida. Inocência é coisa pra andar bem juntinho da sabedoria, mas deve sempre estar presente na vida. Uma pitadinha de medo, apenas o suficiente para valorizar cada passo, cada conquista. Um desejo de um mundo que possa acordar sorrindo pra toda gente. Pra todo ser. Pra toda vida. Sonhos? Ahhh, muitos… Sempre…

Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia.

Louca? Corajosa? Sonhadora? Apenas viva!!!

MF, 17.10.2012

 

 

Casamento

casamento

O André é um querido amigo e um simpático leitor dos meus textos. Volta e meia indica algum tema para eu escrever. Empolgado com a chegada do seu casório, pediu para eu escrever sobre casamento.

Minha primeira reação foi: Justo esse tema? Justo eu? Minha segunda reação foi: E porque não?

Fui buscar nas minhas lembranças, o que eu pensava, imaginava e queria de um casamento. Confesso que pouca coisa mudou. Mudou a maturidade com a qual penso sobre o assunto. Porque casamento não é algo que se começa com o pensamento “ahh se não der certo, a gente separa…”. Não! Mas pode acontecer a separação…  E um novo ciclo inicia na vida… E novos ciclos sempre trazem novos ares, novos aprendizados e novos suspiros.

Casamento não requer anos de namoro, cartório, véu e grinalda nem financiamento da habitação aprovado. Requer o desejo genuíno de amar, amar incondicionalmente, amar com todos os defeitos e diferenças, amar com toda a força e pureza do coração, amar sem cobranças, amar respeitando a individualidade, amar com a humildade de aprender e ensinar, amar com um desejo desmedido de fazer o outro feliz, amar sendo feliz consigo mesmo e ser ainda mais feliz pela felicidade do outro e com o outro.

Esses dias na comemoração de um aniversário, uma pessoa comentou: “estou com o meu marido há 12 anos, não somos casados “oficialmente”, temos uma filha e vou te contar uma coisa, gosto dele, gosto muito dele, no meio do dia quando estou trabalhando, sinto saudade de estar com ele”. Enquanto falava, seus olhos brilhavam e um sorriso tímido inundado de amor. Eu também sorria e, enquanto ela falava, eu pensava “que os encontros de amor aconteçam e a benção do amor chegue para todos”.

Há uma música que eu considerava brega, mas hoje penso que o autor tinha uma grande pitada de razão ao descrever uma sensação, que pode ser usada em referência ao casamento: é luz, é raio, estrela e luar. Assim como no mar, temos a calmaria, a arrebentação, as ondas, o mar alto… Assim é a vida a dois: tudo isso junto e misturado! E que pode vir o vento e transformar tudo. E não por isso, ser menos gostoso… Afinal, mar calmo não faz bom marinheiro. Talvez o segredo esteja aí, saber como agir em cada condição sem sair do eixo ou se sair, saber voltar até ele – céu estrelado, arrebentação, trovoada, calmaria, marolas, ondas gigantes, luar… E, principalmente, em tempos de ventania. Ou escassez de vento…

É compartilhar anseios, sonhos, tristezas, vitórias. É parceria, é amizade, é cumplicidade. É banho de mar, de chuveiro, de mangueira ou banheira. É conversa fiada. É papo reto e sério. É biscoito de polvilho. É brigadeiro. É arroz queimado. É sorvete e quentão. É pastel da feira. É ovo frito, pipoca, chocolate e vinho. É primavera e as outras estações. É projeto novo ou velho, repaginado, repensado. É filho. Um, dois ou até formar uma equipe de volley, talvez futebol. Ou apenas o casal. Animais de estimação. É viajar, muitos km ou na própria cama. É sentar no chão, rolar na grama, pode ser na areia e dormir se sentindo no céu, mas tem que ser numa cama pequena, estreita, apertada mesmo. É somar. É dividir. É multiplicar. É aprender. É ensinar. Brincar. Cuidar. Sonhar. Respeitar. Criar. Defender. Compreender. Acolher. Envelhecer. Renovar. Perdoar. Unir. Sorrir. Evoluir. Construir. Reconstruir. Seduzir. É amor. É amar!!!!

Que tenhamos coração aberto para sentir quando chega o momento desse encontro de almas e espirito sereno para caminhar com dignidade ao lado dessa alma que soma à nossa vida. Sejamos todos felizes. Eternamente felizes!

MF, 30.09.2014

Faço Desenho com as Nuvens

Desenho com as nuvens

Faço desenho com as nuvens, pulo ondas no mar e só costumo sair quando meus dedos estão murchinhos. A brisa sopra em meu rosto, desalinha meus cabelos, antes contra a minha vontade, agora com a minha permissão. Nunca enxerguei tão longe, nem meu sorriso foi tão feliz e meus pensamentos com tanta loucura. Deliciosa e sensata loucura!!! Costumo correr pelas ruas, faço isto a quinze centímetros do chão, observando o brilho das pessoas, todos os tons da natureza, o céu, as árvores floridas, as árvores que se abraçam, os pássaros e a vida cotidiana de uma grande cidade. Meu treinador diz que nunca vou melhorar meu tempo deste jeito, fica bravo , mas não por muito tempo. Fico feliz quando as pessoas não conseguem ficar mais que 3 minutos bravas comigo.

Meu pedacinho geminiano me deixa com as antenas ligadas o tempo todo, entendo tudo sem precisar ler pensamentos. Quando há explicações algo está em desequilíbrio. Reflitam sobre isso. Respirem. Minha intuição é minha parceira desde sempre. Meu pedacinho canceriano me faz cuidar das pessoas, há quem não goste ou não entenda, mas é mais forte do que eu, vem de dentro.

Prezo a liberdade e você pode sair da minha vida quando quiser, não sem antes se sentir um pouco mais feliz. Se ficar, ótimo. Na verdade, será demais! Minha alma sorrirá. Vou torcer e me esforçar que seja para sempre. Porque depois de muitos arrepios, eu to aprendendo o caminho. Venha comigo, você não vai se arrepender. Dou a minha palavra e toda a verdade que há nela.

MF, 04.09.2012.

Querido diário, chegou o meu aniversário… ; )

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Querido diário,

Ontem foi meu aniversário e eu ainda estou embriagada com tanto carinho.

Todos os dias são legais, mas ontem foi especial. Eu plantei para que fosse. Só fiz coisas das quais sinto enorme prazer: tomei café na cama, pratiquei atividade física, conversei com a minha família e com várias pessoas que amo, cuidei com calma dos meus passarinhos e “corri” com as coisas da festinha. Porque, é claro, ia ter festinha, com trufas, bolo e vela da Moranguinho.

A Copa do Mundo é no Brasil, acredita? Confesso que ainda tô me acostumando com a ideia, embora more pertinho da arena da baixada em Curitiba e sinta de perto todo o impacto dessa muvuca.

Como sempre faço, lembrei dos acontecimentos do último ano. Continuo com aquela mania de considerar a minha grama verde e achar que muita gente que também tem grama verde reclama de barriga cheia. Porque será? Hábito de reclamar? Hábito de não se deliciar com os pequenos prazeres da vida? Que na verdade são grandes…  Torço tanto para que sintam a beleza do simples…

Uma única coisa me deixou com nó na garganta. Eu ainda sinto falta da vó me acordar dando parabéns. Acho que o 3G tbém tá uma bosta no céu. Mas o vô fez as honras… Foi o primeiro a me parabenizar. Ele não falou, mas sei que ele quis imitá-la sendo o primeiro a falar comigo. Toda vez que olho a bancada do meu banheiro cheia de cremes, óleos e perfumes lembro que herdei essa vaidade dela. Eita velhinha fissurada num antirrugas…

Ainda sobre o levantamento do último ano, me dei conta de que algumas pessoas não fazem  mais parte do meu ciclo de amigos. Outras se aproximaram. As que partiram, não entendo que eu esteja certa e elas erradas. Sei que temos valores diferentes e, por conta disso, nos afastamos. Uma questão de respeito. Simples assim!

Hoje eu ganhei novos amigos e meu coração pulsa de alegria por isso. Nos últimos dias, eu também ganhei jantinha, abraços, sorrisos, amigos de quatro patas, amigos de duas pernas e muita paz e felicidade. Meu caminhar tem sido de forma a olhar de frente para a felicidade.

O jaguara do  meu irmão ficou de zoar no meu face. Ele é tão jaguara que nem isso ele fez. Deixa estar. Pego esse moleque na esquina. Não é uma questão de vingança, mas de amor mesmo.

Bom, tomei um comprimido chamado engov. Pelo que ele promete fazer – aliviar dor de cabeça, enjoo e todo o mal estar resultante da ingestão de líquidos diferentes em excesso – deve ser a versão brasileira do “in god we trust’. Espero de coração que seja.

Não prometo, mas talvez volte a escrever aqui antes do final desse ano. Preciso dormir. Bom dia!

MF, 21.06.2015.

Caderninho Branco…

CaderninhoBranco

Licença Papai do Céu?!  To precisando de uma ajudinha…

A parada é a seguinte: meus amigos e eu ganhamos esse caderninho (cada um ganhou um) há quase 1 semana para escrever nossas ideias. O moço que deu esse caderninho, PhD, conhecedor do mundo,  etc e tals, disse que o tamanho era proposital para que pudéssemos carrega-lo conosco,  pois “ideia não tem hora nem local para surgir”, alertou ele.  O fato é, Papai do Céu, que minha fertilidade de ideias secou justo nessa semana!!!! Não sei explicar… Tpm desse mês já passou, eu já tinha superado os  7 a 1, o gerente do banco faz tempo que não liga…  Será o frio influenciando o meu processo de criação?

Como é que eu vou chegar à reunião amanhã com o caderninho branco puríssimo sem uma ideiazinha sequer? Por isso recorro à força Divina… Só para lembrar: não fiz pedido algum essa semana e prometo que esse será o único. Juro!

Posso adiantar o pedido da semana que vem? Eu gostaria muito de ganhar uma bike de Natal. Ahhh, já sei, esse pedido é para eu direcionar para o Papai Noel. Viu só, consigo trocar os papeis das celebridades, mas não consigo parir uma feliz ideia…

Seria o máximo se eu fosse dormir agora, sonhasse com uma ideia e lembrasse dela ao acordar… Hã, que tal? Agradeço desde já. Muito obrigada, boa noite, sua benção!

ps.: gostaria que fosse brincadeira, mas não é!

MF, 31.07.2014