Bye Bye Curitiba

Parece que foi ontem…, mas passaram 23 anos que moro nos alpes paranaenses! Tenho mais tempo de vida aqui do que em qualquer outra cidade que já morei.

Curitiba confunde: é fria, cinza e calada; também é multicores e quente quando quer. Curitiba é extremista: quando é frio, é frio; quando é calor, é calor, simples assim. Não há roupa “meia estação” como em outras cidades. Se você busca equilíbrio, Curitiba não é lugar pra você. Curitiba é intensa, charmosa e sabe seduzir!!! O que são os ipês curitibanos? E as copas das árvores da Avenida Getúlio Vargas, entre outras ruas, se entrelaçando feito amantes? Uma alegria ver o verde por todos os lados.

Nem sempre é possível ver a lua ou o sol, mas aqui há o fim de tarde mais lindo do mundo no inverno. Um presente de céu laranja avermelhado que indica que virá um amanhecer gelado de trincar os ossos… Então, existem os cafés, os bistrôs, as vinícolas, que trazem um certo calor aos estrangeiros friorentos como eu. Então, também, (re)encontro especiais amigos de caminhada.

Quanta coisa vivi, senti, aprendi e ensinei. Chorei de soluçar, gargalhei de engasgar, tropecei, voei. Errei, acertei, perdoei e fui perdoada. Engoli quadrado e não vomitei. Adoeci. Repensei e ressignifiquei. Transformei e reergui. Renasci e recomecei. Entendi que a vida é feita de “começos” diários e ter asas exercita o equilíbrio e é o elixir da juventude. Em alguns processos tive companhia, noutros encarei sozinha, de frente, na raça. Me pergunto se foi teimosia, imaturidade, miopia egóica, falta de humildade ou excesso de coragem. A resposta que me vem é a seguinte: “tá tudo certo, menina”!

Aqui perdi sangue, perdi uma vida, renovei minha fé e aprendi a sentir. Alguns abraços a gente não vê, mas aquecem o coração de um jeito… são inexplicáveis e maravilhosos! Garanto pra vocês: pensar com o coração é tão tão bom! Se nós mulheres somos de fases, sei lá quantas eu vivi aqui…

Aqui eu conheci a diferença entre religião e espiritualidade. Aqui eu amadureci. A maturidade traz serenidade e responsabilidade. A responsabilidade pela nossa felicidade, que aliás tá dentro da gente, junto com o amor. Sendo assim, os levamos para todos os lugares. Quer uma dica? Independentemente do que estiver procurando, volta para dentro, está tudo aí! E deixa ir o que não faz mais sentido, limpa, libera… Às vezes, dói e faz sangria. Está tudo certo! Confia!

É tempo de ir para uma nova fase em outro lugar… Encontro-me imensamente emocionada. É maduro reconhecer que aquela menina de 23 anos atrás vive soberana dentro de mim: cheia de sonhos, sensível, querendo criar um mundo melhor, com o coração pulsando forte e fazendo acontecer da melhor forma possível. Algo muito importante aprendi e vivenciei nos últimos anos e levo para a vida: ser consciência de quem somos é cura-dor. E sabe o que somos? Amor! Tá dentro, lembra? Quando aceitamos e reverenciamos essa verdade, o Universo nos retribui sorrindo. E é com essa certeza que eu sigo adiante, nada me faz parar. Pode vir fase nova, tô te querendo há algum tempo… Amar nos transforma, nos impulsiona e nos conecta a Deus. Não importa a pergunta, o amor é a resposta. É por ele que eu vou.

Obrigada Curitiba!!! Eu Sou amor e gratidão!

A centelha divina que há dentro de mim dá um abração na centelha divina que há dentro de você!

Muito amor,

Magda.

Curitiba, fevereiro de 2018.

Assim já é! Está feito, está feito, está feito! Optcha! Yuri! Jai ho! Hare hare, hare hama! Amém! Ahow!

A Amizade

amigas

Estou fora de casa há dias e não há como não passar por reflexões do tipo: como está minha casa, as plantas, os vizinhos, os porteiros, o pessoal da corrida de rua, meu amado Chico, a família e os amigos em geral. Durante essa reflexão me dei conta que já são quase 30 anos morando distante da família e o quanto a presença dos amigos fez e faz diferença em minha caminhada.

Em minha profissão também observo isso: as conexões que acontecem entre as pessoas, as equipes, a dificuldade de estabelecer e manter tais conexões. Aaaahh, as relações interpessoais.

Tudo começa com a abertura e tudo termina com a falta de abertura. Parece simples. E é! A gente é que complica. Por que? Porque ser humano é um bichinho complicado mesmo. A boa notícia é que a gente pode descomplicar, basta querer, basta estar aberto. Viu só, voltamos ao “tudo começa com a abertura”…

Amizade requer tempo, dedicação, respeito, confiança. Produz ombro amigo, sorriso solto e a possibilidade de enxergar a vida sobre outro ângulo. É preciso humildade para entender e aceitar que o outro pode ver mundos que nós não vemos, que a referência do outro é outra. É preciso diminuir a distância entre a razão e a emoção. É preciso equilíbrio. É preciso amor.

Amigo dá abraço, dá asas, dá colo, dá chão,  dá puxão de orelha…

Existem amizades que chegam e ficam. Existem amizades que vem e vão. Existem alguns que nem chegam. Os motivos são os mesmos: sinENERGIA e valores. E está tudo certo. Fato é que nada é por acaso, nada é em vão. Em algum momento de nossas vidas, contribuímos e recebemos contribuição dos amigos. Houve troca, houve partilha, houve vida! Vivemos!

Esse texto é uma homenagem a todos os meus amigos. Onde eu estiver, trago-os em meu coração. Vocês me permitem colocar em prática a minha melhor versão. Através de vocês sinto a amorosa presença de Deus. Sou só gratidão!

ps.: representando a amizade e tudo o que vem com ela, nessa foto estão minhas queridas amigas Marisa, Monica e Irene em uma divertida noite paulistana.

MF, 06.08.2017 em Pato Branco, PR.

 

 

Casamento

magda freitas

casamento

O André é um querido amigo e um simpático leitor dos meus textos. Volta e meia indica algum tema para eu escrever. Empolgado com a chegada do seu casório, pediu para eu escrever sobre casamento.

Minha primeira reação foi: Justo esse tema? Justo eu? Minha segunda reação foi: E porque não?

Fui buscar nas minhas lembranças, o que eu pensava, imaginava e queria de um casamento. Confesso que pouca coisa mudou. Mudou a maturidade com a qual penso sobre o assunto. Porque casamento não é algo que se começa com o pensamento “ahh se não der certo, a gente separa…”. Não! Mas pode acontecer… Pode, simples assim!

Casamento não requer anos de namoro, cartório, véu e grinalda nem financiamento da habitação aprovado. Requer o desejo genuíno de amar, amar incondicionalmente, amar com todos os defeitos e diferenças, amar com toda a força e pureza do coração, amar sem cobranças, amar…

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Encontros… Reencontros!

magda freitas

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Tenho refletido sobre os encontros que a vida proporciona, os encontros que tenho me permitido viver… O quanto eles mexem com a minha vida, com o meu ser. Ajeitam o que precisa ajeitar, desajeitam o que precisa desajeitar, desarrumam o que estava na zona de conforto, despertam, impulsionam, tranquilizam, suscitam novas emoções… Fazem uma deliciosa bagunça!

Fico pensando se o mesmo acontece com eles, ou seja, se eu também mexo com a vida das pessoas que encontro por esse caminho chamado vida.

Há quem goste de “chegar chegando”. Gosto de ”chegar de mansinho”, respeitando o espaço do outro, sendo fiel ao meu jeito de ser. É da minha natureza ser assim. Sinto-me em paz sendo assim. Sinto-me respeitada quando agem assim comigo. Dando ao tempo, o tempo e espaço que ele precisa. Mas esse tempo não pode ser medido em dias ou minutos ou ciclos lunares. É um tempo que…

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Coragem!

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Nos últimos tempos, estive refletindo sobre coragem.

A palavra coragem vem da raiz latina cor, que significa “coração”, pela noção corrente em tempos clássicos de que este órgão era a sede desta qualidade. Para os franceses, coeur = coração, age = ação. Ou seja, estamos falando aqui em agir com o coração.

Defendo arduamente as ações que são fruto do coração, mas refiro-me agora ao jeito amoroso que precisamos ter com a gente mesmo. Aquele jeitinho mais leve de lidar com aquelas questões que não gostamos na gente ou ainda aquelas que estamos “patinando” há algum tempo. É olhar para dentro de si com mais amorosidade. É permitir-se ser “imperfeito” e conseguir ver beleza nisso.
Por n razões – educação, religião, crenças diversas, sociedade – criamos em nossa mente um combo de super homens e mulheres incríveis (o corpo da cantora + a mente da Mrs. Obama + a conta da executiva + a popularidade de fulana de tal), e passamos uma vida correndo atrás disso. Seguimos o inconsciente coletivo…

A jornada do autoconhecimento é linda e, ao mesmo tempo, repleta de indagações existenciais. Ao fuçarmos as questões do autoconhecimento, nos damos conta que não somos super homens nem mulheres incríveis e aí a coisa pega. Todo aquele investimento para sermos o que não conseguimos ser (e possivelmente, se analisarmos, nem queiramos ser) passa por um revisão crítica e severa da nossa mente. Aí entra a coragem!

A amorosidade de aceitar quem realmente somos. A amorosidade de definir metas tangíveis para melhorar o que é possível. A amorosidade para conviver consigo mesmo em todos os ciclos da vida. A amorosidade necessária para aceitar que o seu tempo de aprendizado pode ser diferente. A amorosidade para seguir firme também no árduo período de plantio. A coragem para aceitar que, ainda que não seja um super homem nem um mulher maravilha, você é único. E, se você permitir, a vida dará um jeitinho de lhe mostrar o quanto você é especial!
MF, 17.04.2017

Sobre Ser Infinito

Sobre se sentir infinito… Sobre o Dia da Mulher, Dia da Criança, Dia dos Pais, das Mães, dos Namorados, do Amigo, etc.

Uma querida amiga dias atrás me falou que eu vivo num mundo à parte, alegando que estou sempre feliz e sempre vendo o lado bom das coisas. Concordei em grande parte e então, começamos a filosofar sobre a tal felicidade. Compartilho parte daquele papo e sobre os meus argumentos, coloquei-os em artigos pra ficar divertido.

Da minha Constituição sobre Viver e Ser Feliz: Artigo 1º: O amor faz o mundo melhor, o amor cura, por ele e através dele cada célula do nosso corpo vibra e vive; sentir amor, irradiar amor é transformador; fazer com amor faz toda a diferença; fazer amor é bom demais. Artigo 2º.: A felicidade está dentro da gente, sinta-a. Artigo 3º.: Coisas muito boas acontecem todo santo dia, sinta-as. Artigo 4º.: Existe uma beleza indescritível no simples e nas pequenas coisas, sinta-as. Artigo 5º.: Sejamos gratos por tudo, tudo mesmo. Artigo 6º.: Lembre-se de respirar e aprenda a dizer não. Artigo 7º.: Ria de si mesmo, ainda que pareça loucura ou sem sentido para os outros. Artigo 8º.: Estabeleça limites para a opinião dos outros. Artigo 9º.: Somos filhos de Deus e isso significa que temos um mundão à nossa disposição, como filhos herdamos dons Divinos e precisamos nos reconectar (cada um descobrirá o seu jeito de fazer essa reconexão) para lembrar de como fazer o devido uso desses dons. Artigo 10º.: Medite; a meditação relaxa, energiza, alinha, traz insights, diverte, ajuda na reconexão. Artigo 11º.: Cuide da criança que existe dentro de você e sempre que possível, deixe-a livre, sinta-a. Artigo 12º.: Se cozinhou, não lave a louça; é um sentido figurado de dizer “tenha equilíbrio” e isso serve pra tudo; conheça as polaridades e aprenda a ser equilíbrio. Artigo 13º.: Presença é o presente mais valioso que podemos dar ou receber. Artigo 14º.: Esteja presente no aqui e agora, é aí que a vida vive. Artigo 15º.: Certo ou errado não existem, nem fórmulas prontas, crie-as. Artigo 16º.: Confie; confiar torna a vida mais leve; confiança + amor é dupla sensacional; confiar desconfiando não serve, isso é o mesmo que não confiar. Artigo 17º.: Sinta tesão, pelo que você faz, pelo que você é, pela vida e pelo seu companheiro (a). Artigo 18º.: Respeite e zele pelos 4 elementos: água, ar, terra e fogo. Artigo 19º.: Responsabilize-se por você e pela sua vida, com amorosidade, consciência e serenidade; não terceirize seus pensamentos, suas palavras ou ações, tenha as rédeas da sua vida. Artigo 20º.: Descontrole-se, liberte-se de querer ter o controle; ama, confia, respira e segue. Artigo 21º.: Não é o tempo que cura, é o amor. Artigo 22º.: Respeite e cuide dos bichos e da natureza e, sempre que possível, esteja perto deles. Artigo 23º.: Exercite a empatia e a compaixão; no começo é difícil, seja insistente. Artigo 24º.: Invista em autoconhecimento, seja de que modo for; isso facilitará a sua vida em todos os seus aspectos. Artigo 25º.: Viaje sozinho para um lugar desconhecido, distante da sua zona de conforto. Artigo 26º.: Ouça com o coração, veja com o coração, fale com o coração, aja com o coração, quando estiver viajando sozinho para o lugar desconhecido e em qualquer lugar, a qualquer hora. Artigo 27º.: Cuide do seu corpo, sinta-o, respeite-o, ele é sua casinha. Artigo 28º.: Espiritualize-se. Artigo 29º.: Mexa-se, faça acontecer. Artigo 30º.: Em caso de pressão máxima, aperte o botão do foda-se sem mimimi e continue respirando, lembre-se que está tudo certo e você não precisa dar conta de tudo; tire o “tem que” da sua vida. Parágrafo único: a vida é para ser vivida todos os dias, todos! Adendo do parágrafo único: nada de esperar data disso ou daquilo para celebrar, declarar, dançar, beijar, presentear, cantar, sorrir, aprender, agradecer, acolher, perdoar, sonhar, amassar, amar; nada de esperar a sexta, a segunda ou o ano novo.

Ana Vilela cantou e encantou:
“…Não é sobre tudo que o seu dinheiro é capaz de comprar

E sim sobre cada momento, sorriso a se compartilhar

Também não é sobre correr contra o tempo pra ter sempre mais

Porque quando menos se espera a vida já ficou pra trás

Segura teu filho no colo

Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui

Que a vida é trem bala, parceiro…”

Soa incoerente encher o peito para cantar “a vida é trem bala e a gente é só passageiro prestes a partir” e esperar o final de semana, as férias, o tão sonhado emprego para viver. Esperar datas “especiais” para dizer para pais, mães, filhos, irmãos, amigos, companheiros e companheiras o quanto aquela pessoa é importante, o quanto somos gratos, o quanto somos mais felizes por compartilhar nossas vidas com eles. Soa incoerente esperar o amanhã para mais um passo, para um novo roteiro, uma nova direção. Soa incoerente depender de algo ou alguém para ser feliz. Diariamente há algo em nossas vidas que merece ser celebrado. O “pra sempre” é feito de “agoras”. 
Sou favorável a celebrar as datas festivas, desde que elas não sejam condicionantes para a felicidade.
Sou oceano. Sou céu. Sou amor. Sou infinito. E assim sigo…
Feliz dia de hoje!!!
Amor incondicional,
Magda.

ps.: fotos de alguns momentos sem glamour (para os padrões convencionais), no entanto eu estava me sentindo exatamente assim:  
É saber se sentir infinito / Num universo tão vasto e bonito, é saber sonhar / Então fazer valer a pena / Cada verso daquele poema sobre acreditar.

MF, 08.03.2017.

Eu Posso… Você Também! 

Gostar de rosa, também de azul.

Ser exigente, também mediadora.

Tímida em público, também dançar ao som da chuva no meio da rua.

Não saber tocar piano, também fazer agito com castanholas e tambor.

Ter medo do escuro, também enfrentar as sombras.

Sonhar grande, também ver beleza no simples.

Andar de havaianas, também usar longo.

Corridas de rua, também praticar yoga.

Bichos, também os frutos da patchamama.

Estudar muito, também fazer comidinha.

Rodeada de muita gente, também quietinha no refúgio.

Andar de busão, também viajar pelo mundão de meu Deus.

Mergulhar com a mão no nariz, também saltar de paraquedas.

Trabalhar com foco, também sorrir um monte.

Errar o suficiente, também curar os outros.

Perder uma filha, também fé na vida.

Alguns tombos, também amar sem fim.

Viajar nas ideias, também presente no presente.

No meio dos prédios… Amor pelo mar.

Apaixonada pelo sol… Amante da lua.

Uma criança saltitante… Uma jovem saltitante… Uma mulher saltitante.

Louca… consciente!

Transformar-se todos os dias. Eu quero. Eu posso. Pra começo de conversa.
 Você também pode. Fim de conversa.

 MF, 06.03.2017