A Amizade

amigas

Estou fora de casa há dias e não há como não passar por reflexões do tipo: como está minha casa, as plantas, os vizinhos, os porteiros, o pessoal da corrida de rua, meu amado Chico, a família e os amigos em geral. Durante essa reflexão me dei conta que já são quase 30 anos morando distante da família e o quanto a presença dos amigos fez e faz diferença em minha caminhada.

Em minha profissão também observo isso: as conexões que acontecem entre as pessoas, as equipes, a dificuldade de estabelecer e manter tais conexões. Aaaahh, as relações interpessoais.

Tudo começa com a abertura e tudo termina com a falta de abertura. Parece simples. E é! A gente é que complica. Por que? Porque ser humano é um bichinho complicado mesmo. A boa notícia é que a gente pode descomplicar, basta querer, basta estar aberto. Viu só, voltamos ao “tudo começa com a abertura”…

Amizade requer tempo, dedicação, respeito, confiança. Produz ombro amigo, sorriso solto e a possibilidade de enxergar a vida sobre outro ângulo. É preciso humildade para entender e aceitar que o outro pode ver mundos que nós não vemos, que a referência do outro é outra. É preciso diminuir a distância entre a razão e a emoção. É preciso equilíbrio. É preciso amor.

Amigo dá abraço, dá asas, dá colo, dá chão,  dá puxão de orelha…

Existem amizades que chegam e ficam. Existem amizades que vem e vão. Existem alguns que nem chegam. Os motivos são os mesmos: sinENERGIA e valores. E está tudo certo. Fato é que nada é por acaso, nada é em vão. Em algum momento de nossas vidas, contribuímos e recebemos contribuição dos amigos. Houve troca, houve partilha, houve vida! Vivemos!

Esse texto é uma homenagem a todos os meus amigos. Onde eu estiver, trago-os em meu coração. Vocês me permitem colocar em prática a minha melhor versão. Através de vocês sinto a amorosa presença de Deus. Sou só gratidão!

ps.: representando a amizade e tudo o que vem com ela, nessa foto estão minhas queridas amigas Marisa, Monica e Irene em uma divertida noite paulistana.

MF, 06.08.2017 em Pato Branco, PR.

 

 

Casamento

magda freitas

casamento

O André é um querido amigo e um simpático leitor dos meus textos. Volta e meia indica algum tema para eu escrever. Empolgado com a chegada do seu casório, pediu para eu escrever sobre casamento.

Minha primeira reação foi: Justo esse tema? Justo eu? Minha segunda reação foi: E porque não?

Fui buscar nas minhas lembranças, o que eu pensava, imaginava e queria de um casamento. Confesso que pouca coisa mudou. Mudou a maturidade com a qual penso sobre o assunto. Porque casamento não é algo que se começa com o pensamento “ahh se não der certo, a gente separa…”. Não! Mas pode acontecer… Pode, simples assim!

Casamento não requer anos de namoro, cartório, véu e grinalda nem financiamento da habitação aprovado. Requer o desejo genuíno de amar, amar incondicionalmente, amar com todos os defeitos e diferenças, amar com toda a força e pureza do coração, amar sem cobranças, amar…

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Encontros… Reencontros!

magda freitas

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Tenho refletido sobre os encontros que a vida proporciona, os encontros que tenho me permitido viver… O quanto eles mexem com a minha vida, com o meu ser. Ajeitam o que precisa ajeitar, desajeitam o que precisa desajeitar, desarrumam o que estava na zona de conforto, despertam, impulsionam, tranquilizam, suscitam novas emoções… Fazem uma deliciosa bagunça!

Fico pensando se o mesmo acontece com eles, ou seja, se eu também mexo com a vida das pessoas que encontro por esse caminho chamado vida.

Há quem goste de “chegar chegando”. Gosto de ”chegar de mansinho”, respeitando o espaço do outro, sendo fiel ao meu jeito de ser. É da minha natureza ser assim. Sinto-me em paz sendo assim. Sinto-me respeitada quando agem assim comigo. Dando ao tempo, o tempo e espaço que ele precisa. Mas esse tempo não pode ser medido em dias ou minutos ou ciclos lunares. É um tempo que…

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Coragem!

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Nos últimos tempos, estive refletindo sobre coragem.

A palavra coragem vem da raiz latina cor, que significa “coração”, pela noção corrente em tempos clássicos de que este órgão era a sede desta qualidade. Para os franceses, coeur = coração, age = ação. Ou seja, estamos falando aqui em agir com o coração.

Defendo arduamente as ações que são fruto do coração, mas refiro-me agora ao jeito amoroso que precisamos ter com a gente mesmo. Aquele jeitinho mais leve de lidar com aquelas questões que não gostamos na gente ou ainda aquelas que estamos “patinando” há algum tempo. É olhar para dentro de si com mais amorosidade. É permitir-se ser “imperfeito” e conseguir ver beleza nisso.
Por n razões – educação, religião, crenças diversas, sociedade – criamos em nossa mente um combo de super homens e mulheres incríveis (o corpo da cantora + a mente da Mrs. Obama + a conta da executiva + a popularidade de fulana de tal), e passamos uma vida correndo atrás disso. Seguimos o inconsciente coletivo…

A jornada do autoconhecimento é linda e, ao mesmo tempo, repleta de indagações existenciais. Ao fuçarmos as questões do autoconhecimento, nos damos conta que não somos super homens nem mulheres incríveis e aí a coisa pega. Todo aquele investimento para sermos o que não conseguimos ser (e possivelmente, se analisarmos, nem queiramos ser) passa por um revisão crítica e severa da nossa mente. Aí entra a coragem!

A amorosidade de aceitar quem realmente somos. A amorosidade de definir metas tangíveis para melhorar o que é possível. A amorosidade para conviver consigo mesmo em todos os ciclos da vida. A amorosidade necessária para aceitar que o seu tempo de aprendizado pode ser diferente. A amorosidade para seguir firme também no árduo período de plantio. A coragem para aceitar que, ainda que não seja um super homem nem um mulher maravilha, você é único. E, se você permitir, a vida dará um jeitinho de lhe mostrar o quanto você é especial!
MF, 17.04.2017

Sobre Ser Infinito

Sobre se sentir infinito… Sobre o Dia da Mulher, Dia da Criança, Dia dos Pais, das Mães, dos Namorados, do Amigo, etc.

Uma querida amiga dias atrás me falou que eu vivo num mundo à parte, alegando que estou sempre feliz e sempre vendo o lado bom das coisas. Concordei em grande parte e então, começamos a filosofar sobre a tal felicidade. Compartilho parte daquele papo e sobre os meus argumentos, coloquei-os em artigos pra ficar divertido.

Da minha Constituição sobre Viver e Ser Feliz: Artigo 1º: O amor faz o mundo melhor, o amor cura, por ele e através dele cada célula do nosso corpo vibra e vive; sentir amor, irradiar amor é transformador; fazer com amor faz toda a diferença; fazer amor é bom demais. Artigo 2º.: A felicidade está dentro da gente, sinta-a. Artigo 3º.: Coisas muito boas acontecem todo santo dia, sinta-as. Artigo 4º.: Existe uma beleza indescritível no simples e nas pequenas coisas, sinta-as. Artigo 5º.: Sejamos gratos por tudo, tudo mesmo. Artigo 6º.: Lembre-se de respirar e aprenda a dizer não. Artigo 7º.: Ria de si mesmo, ainda que pareça loucura ou sem sentido para os outros. Artigo 8º.: Estabeleça limites para a opinião dos outros. Artigo 9º.: Somos filhos de Deus e isso significa que temos um mundão à nossa disposição, como filhos herdamos dons Divinos e precisamos nos reconectar (cada um descobrirá o seu jeito de fazer essa reconexão) para lembrar de como fazer o devido uso desses dons. Artigo 10º.: Medite; a meditação relaxa, energiza, alinha, traz insights, diverte, ajuda na reconexão. Artigo 11º.: Cuide da criança que existe dentro de você e sempre que possível, deixe-a livre, sinta-a. Artigo 12º.: Se cozinhou, não lave a louça; é um sentido figurado de dizer “tenha equilíbrio” e isso serve pra tudo; conheça as polaridades e aprenda a ser equilíbrio. Artigo 13º.: Presença é o presente mais valioso que podemos dar ou receber. Artigo 14º.: Esteja presente no aqui e agora, é aí que a vida vive. Artigo 15º.: Certo ou errado não existem, nem fórmulas prontas, crie-as. Artigo 16º.: Confie; confiar torna a vida mais leve; confiança + amor é dupla sensacional; confiar desconfiando não serve, isso é o mesmo que não confiar. Artigo 17º.: Sinta tesão, pelo que você faz, pelo que você é, pela vida e pelo seu companheiro (a). Artigo 18º.: Respeite e zele pelos 4 elementos: água, ar, terra e fogo. Artigo 19º.: Responsabilize-se por você e pela sua vida, com amorosidade, consciência e serenidade; não terceirize seus pensamentos, suas palavras ou ações, tenha as rédeas da sua vida. Artigo 20º.: Descontrole-se, liberte-se de querer ter o controle; ama, confia, respira e segue. Artigo 21º.: Não é o tempo que cura, é o amor. Artigo 22º.: Respeite e cuide dos bichos e da natureza e, sempre que possível, esteja perto deles. Artigo 23º.: Exercite a empatia e a compaixão; no começo é difícil, seja insistente. Artigo 24º.: Invista em autoconhecimento, seja de que modo for; isso facilitará a sua vida em todos os seus aspectos. Artigo 25º.: Viaje sozinho para um lugar desconhecido, distante da sua zona de conforto. Artigo 26º.: Ouça com o coração, veja com o coração, fale com o coração, aja com o coração, quando estiver viajando sozinho para o lugar desconhecido e em qualquer lugar, a qualquer hora. Artigo 27º.: Cuide do seu corpo, sinta-o, respeite-o, ele é sua casinha. Artigo 28º.: Espiritualize-se. Artigo 29º.: Mexa-se, faça acontecer. Artigo 30º.: Em caso de pressão máxima, aperte o botão do foda-se sem mimimi e continue respirando, lembre-se que está tudo certo e você não precisa dar conta de tudo; tire o “tem que” da sua vida. Parágrafo único: a vida é para ser vivida todos os dias, todos! Adendo do parágrafo único: nada de esperar data disso ou daquilo para celebrar, declarar, dançar, beijar, presentear, cantar, sorrir, aprender, agradecer, acolher, perdoar, sonhar, amassar, amar; nada de esperar a sexta, a segunda ou o ano novo.

Ana Vilela cantou e encantou:
“…Não é sobre tudo que o seu dinheiro é capaz de comprar

E sim sobre cada momento, sorriso a se compartilhar

Também não é sobre correr contra o tempo pra ter sempre mais

Porque quando menos se espera a vida já ficou pra trás

Segura teu filho no colo

Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui

Que a vida é trem bala, parceiro…”

Soa incoerente encher o peito para cantar “a vida é trem bala e a gente é só passageiro prestes a partir” e esperar o final de semana, as férias, o tão sonhado emprego para viver. Esperar datas “especiais” para dizer para pais, mães, filhos, irmãos, amigos, companheiros e companheiras o quanto aquela pessoa é importante, o quanto somos gratos, o quanto somos mais felizes por compartilhar nossas vidas com eles. Soa incoerente esperar o amanhã para mais um passo, para um novo roteiro, uma nova direção. Soa incoerente depender de algo ou alguém para ser feliz. Diariamente há algo em nossas vidas que merece ser celebrado. O “pra sempre” é feito de “agoras”. 
Sou favorável a celebrar as datas festivas, desde que elas não sejam condicionantes para a felicidade.
Sou oceano. Sou céu. Sou amor. Sou infinito. E assim sigo…
Feliz dia de hoje!!!
Amor incondicional,
Magda.

ps.: fotos de alguns momentos sem glamour (para os padrões convencionais), no entanto eu estava me sentindo exatamente assim:  
É saber se sentir infinito / Num universo tão vasto e bonito, é saber sonhar / Então fazer valer a pena / Cada verso daquele poema sobre acreditar.

MF, 08.03.2017.

Eu Posso… Você Também! 

Gostar de rosa, também de azul.

Ser exigente, também mediadora.

Tímida em público, também dançar ao som da chuva no meio da rua.

Não saber tocar piano, também fazer agito com castanholas e tambor.

Ter medo do escuro, também enfrentar as sombras.

Sonhar grande, também ver beleza no simples.

Andar de havaianas, também usar longo.

Corridas de rua, também praticar yoga.

Bichos, também os frutos da patchamama.

Estudar muito, também fazer comidinha.

Rodeada de muita gente, também quietinha no refúgio.

Andar de busão, também viajar pelo mundão de meu Deus.

Mergulhar com a mão no nariz, também saltar de paraquedas.

Trabalhar com foco, também sorrir um monte.

Errar o suficiente, também curar os outros.

Perder uma filha, também fé na vida.

Alguns tombos, também amar sem fim.

Viajar nas ideias, também presente no presente.

No meio dos prédios… Amor pelo mar.

Apaixonada pelo sol… Amante da lua.

Uma criança saltitante… Uma jovem saltitante… Uma mulher saltitante.

Louca… consciente!

Transformar-se todos os dias. Eu quero. Eu posso. Pra começo de conversa.
 Você também pode. Fim de conversa.

 MF, 06.03.2017

Seguindo Novos Caminhos

05.1

Tomara que esse texto chegue para todos que estão com o coração pulsando por novos caminhos… 😀

Amigos e clientes me questionam sobre como é mudar de carreira, quando que dá o click, se estou mais feliz, se ganho mais, etc. Resolvi contar sobre a minha experiência.

Bom, tenho que falar um pouco sobre minhas aspirações e sonhos, aqueles que todos temos antes mesmo de prestar o vestibular. Contar também sobre o que faziam meus pais, suas habilidades e o tamanho da influência que isso pode ter em nossas escolhas profissionais.

Herdei de minha mãe, matemática, o gosto e a habilidade para lidar com números, cálculos e todos os tipos de contas. Detonei em matemática e física no vestibular. Também mandei bem em redação, mas isso não sei de quem puxei.

Herdei do meu pai, o tino para a área comercial e o traquejo para lidar com as pessoas. Ele tinha comércio de materiais esportivos e eu adorava ajudar na loja depois de chegar da escola.

Graduei em Administração com Habilitação em Comércio Exterior, o Comex veio única e exclusivamente de um desejo de outras vidas de voltar a morar perto do mar. Em Joinville, onde graduei e iniciei minha vida profissional, trabalhei na área comercial e fazia todo o processo de venda desde a prospecção até o pós-venda. Vendi de geladeiras e aparelhos de ar condicionado a tubos e conexões de pvc. A trabalho, nessa época, viajei para o Sul e Sudoeste do Estado de Santa Catarina e conheci o Estado de Pernambuco. Foram boas viagens.

Novos sonhos me trouxeram a Curitiba e aqui ingressei na área Administrativa Financeira, colocando em prática, parte do que aprendi na facul. Trabalhei em uma gigante multinacional da área de TI e costumo dizer que foi a melhor e a pior empresa da minha vida. Era uma empresa ágil, aberta, que instigava diariamente o tal correr riscos. Os funcionários tinham autonomia, responsabilidade e a remuneração condizia com tudo o que nos era proporcionado, bem como tudo o que era cobrado em termos de resultados. Porque então a pior empresa? Porque, embora eu tenha tido experiências enriquecedoras em outras empresas depois dessa, nenhuma outra me fez enxergar tão longe e despertou em mim o gostinho por arriscar. Anos depois, me especializei em planejamento estratégico, financeiro e balanced scorecard. Sou daquelas que, ou faz bem feito ou nem sai de casa, então posso afirmar sem modéstia, que sempre fui uma excelente profissional. Errava, mas era boa em corrigir, aprender e ensinar. Até aqui, tudo bem obrigada, apesar das habituais 10 horas diárias de trabalho. Entrei no automático e só fui me dar conta disso algum tempo depois. A trabalho, nessa época, viajei aos Estados Unidos e todo o Estado do Paraná. Foram boas viagens.

Era uma noite gelada em Curitiba, devia ser próximo das 23h e lembro que todos os carros estavam cobertos de gelo no estacionamento da empresa. No caminho para casa, quase chegando, encontrei o caminhão do lixo, aquele que faz a limpeza noturna na cidade. Pqp, pensei, pois não dava para ultrapassa-los e mudar o trajeto era arriscado em função do horário, e eu desejando chegar em casa o quanto antes. Reparei que os moços que estavam recolhendo os lixos brincavam, sorriam e jogavam bola entre pegar um lixo e outro. Naquele momento pensei: estou dentro do carro, ar condicionado quente ligado, ouvindo minhas músicas, porém estou insatisfeita; eles estão do lado de fora, no frio, provavelmente sentindo cheiro do lixo, porém estão se divertindo e, aparentemente, muito felizes.

Essa reflexão ressoou em mim por dias, semanas… conclui que gostava do que fazia, mas estava no automático, o tesão e o brilho nos olhos já não faziam parte do meu ser. E todos nós, genuinamente, temos isso (tesão e brilho no zóio).

Nessa época, por motivos pessoais, eu já investia em autoconhecimento, bem como em outras alternativas para diminuir o stress. Chega um patamar da carreira em ambientes corporativos que, nós mulheres, temos que ser mais macho do que muito homem. Mas, essa não era a minha essência, e eu me esgotava. Foi aí que “cruzei” com a deeksha, a meditação, o reiki, o xamanismo, a terapia ayurvédica, a yoga, além da corrida de rua, a qual já fazia parte da minha rotina há anos. Também comecei a me interessar pela leitura de outros autores que não me foram apresentados na facul nem nas organizações. Em algum dos livros lidos nesse período, houve uma questão sobre qual era a brincadeira preferida da infância. Resposta: eu dava aula para as minhas bonecas! Amava fazer isso, colocava elas lado a lado, um quadro negro com cavalete ‘muito da hora’ que eu tinha, minha caixinha de giz e mandava ver.

Nessa época também, eu tomei uma decisão: não queria pagar o preço de um cargo mais alto, essa aspiração já não fazia mais parte da minha realidade, já não fazia mais sentido para mim. Abro parênteses aqui: era uma escolha minha e admiro todos que conquistam seu espaço seja ele qual for, indiferentemente do nível e o preço que pagam. Fato é que aquele já não era um espaço que inspirava os meus pensamentos e ações. Entendo também que o futuro nas organizações é a “horizontalização” e a geração millenium está aí para mostrar que hierarquias podem ser dispensáveis, que a liderança precisa ser servidora e a vida profissional também deve ser vivida com muito prazer. Eita moçada porreta.

Num dos processos de autoconhecimento, conclui que o que eu mais gostava de fazer naquela minha rotina corporativa maluca era organizar, elaborar, cuidar, criar e aplicar os programas de desenvolvimento para a equipe a qual era gestora. Eu também me divertia treinando, informalmente, novos gerentes. A resposta tá na cara da gente, ou melhor, tá dentro da gente, mas é preciso silenciar para ouvi-la e senti-la. Também é preciso querer senti-la.

O que eu posso dizer é que quando colocamos o nosso melhor a serviço do Universo, o mundo todo sai ganhando, diariamente nos transformamos e transformamos tudo a nossa volta. E quando o trabalho nos dá a oportunidade de compartilhar amor, vale tudo! Isso é o que fica! Sabe aquilo que você quer muito fazer, mas acredita ser uma loucura, um sonho? Pense, imagine-se fazendo, fale sobre isso, compartilhe. Quando você expressa, começa a materializar… E ainda toma as rédeas da sua vida. Me permitam um conselho: nutra suas ideias, sinta-as florescer; quando nascem do coração, os outros se unem para nutri-las contigo.

Hoje minha rotina de trabalho não diferencia segunda ou sábado, 10h ou 22h. Não espero férias e não tenho 13º. salário ou bônus. Zerei a previdência investindo em cursos e viagens para a nova carreira. Cada processo, individual ou empresarial, tem o brilho dos meus olhos e a dedicação da minha alma. De verdade, me arrepio e emociono em escrever sobre isso (ai ai…). Eu também sinto medo, sinto dor, tenho insegurança e às vezes corro atrás do rabo, mas aprendi a reconhecer e ver com novos olhos esses sentimentos. Então eu os acolho, negócio com eles, transformo em aprendizado e sigo sorrindo. É preciso amorosidade consigo mesmo para essa autoanálise, bem como deixar de lado sentimentos de culpa ou auto piedade, pois são sabotadores nível hard.

Ajudo as pessoas a se conhecerem, a se conectarem com o seu Eu, a potencializarem seus pontos fortes e a conviverem com os pontos fracos, a seguirem em paz com a sua essência e verdade; ajudo empresas a encontrar as pessoas adequadas para um determinado cargo; ajudo os líderes a lembrarem que antes de tudo, são pessoas, assim como também são os seus subordinados. Acredito na força criadora que todos nós temos e facilito os processos de reconexão com essa “força”. Meu trabalho é um processo contínuo de ensinar e aprender, de acolher e expandir, de curar e ser curada. Somos todos um. Hoje, a trabalho, eu viajo pela mente, pelas motivações, pelos medos e desejos dos seres humanos. É uma bela viagem!

Namastê! Muito amor, Magda.

“Isso de ser exatamente o que se é, ainda vai nos levar além.” Paulo Leminski.

MF, 22.02.2017